Aécio cobra reconhecimento a Estados por corte do IPI

Governador de MG lembra que 57% da arrecadação deixará de entrar no caixa de Estados e municípios

EDUARDO KATTAH, Agencia Estado

26 de novembro de 2009 | 14h33

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), criticou nesta quinta-feira, 26, a estratégia de comunicação do governo federal no anúncio de pacotes de incentivo fiscal, com desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). "Na comunicação faltou um pouco de generosidade do governo federal para com Estados e municípios, que vêm fazendo um enorme esforço para o equilíbrio de suas contas, para garantir o superávit brasileiro", ressaltou o governador.

 

Veja também:

blog JOSÉ PAULO KUPFER: O impacto dos cortes do IPI na economia

Estados e municípios arcam com corte de IPI

Bahia pede socorro ao BNDES para compensar perda de receita do IPI

Benefício fora da crise é questionado

Embora tenha dito que não é contra a redução do IPI, Aécio destacou que as medidas têm gerado "algum desconforto aos governadores e aos mais de 5,5 mil prefeitos brasileiros".

Segundo lembrou, 57% da arrecadação do tributo "deixará de entrar não no caixa da União, mas dos Estados e municípios". "Não acho adequado, não acho correto que tente se passar a impressão de que há apenas no Brasil uma enorme generosidade ancorada no Palácio do Planalto".

Para Aécio, faltou cuidado na comunicação, pois acredita que os entes federados não se colocariam contrários à medida. "Eu acho que ela estimula a economia em setores que precisavam de algum estímulo", observou. "Era preciso que a população soubesse que também os Estados e municípios estão abdicando de receitas para estimular esses setores da economia".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.