Aécio diz que revisão da Moody's simboliza descrença no governo

Para candidato tucano à Presidência, atual administração 'perdeu a capacidade de imprimir uma agenda positiva' e apresentar algo novo

Débora Bergamasco, Agência Estado

09 de setembro de 2014 | 15h23

GOIÂNIA (GO) - O candidato a presidente Aécio Neves (PSDB) disse que a revisão da perspectiva do rating Baa2 do Brasil de estável para negativa, anunciada pela agência de classificação de risco Moody's, "é mais uma sinalização na direção de que o atual governo perdeu a capacidade de imprimir uma agenda positiva no País e apresentar algo novo". A declaração foi feita em evento de campanha, em Goiânia (GO).

Aécio, que vem criticando a atual política econômica, ironizou a "falta de impacto" do anúncio feito por Dilma durante entrevista ao Estadão de que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve deixar o governo em dezembro, independentemente do resultado da eleição.

"A descrença na equipe econômica é tão grande que ela fica escancarada agora pelo gesto da presidente de demitir e manter no cargo o ministro da Fazenda e não acontecer nada, porque ninguém já acreditava. Não temos mais uma equipe econômica. Os agentes econômicos estão em contagem regressiva para o encerramento desse ciclo de governo."

Confrontado pelo fato de o mercado se mostrar animado quando a presidenciável do PSB, Marina Silva, sobe nas pesquisas, o tucano respondeu: "Tudo que o mercado não quer é o atual governo. O sinal que o mercado dá é que tudo que não for o atual governo é melhor. Só que agora, meu papel e minha responsabilidade são mostrar que a mudança não termina no dia da eleição, ela começa no dia 1º de janeiro. Eu não conheço o projeto da Marina. Existe uma que fracassou no governo, o PT 1, e existe um PT 2 vindo aí." 

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