André Dusek/Estadão
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Aécio e quatro tucanos deixaram plenário sem votar a MP dos Portos

Adversário da presidente Dilma em 2014, senador acusa PT de ter ignorado o tema por dez anos

Ricardo Brito, Laís Alegretti e Ricardo Della Coletta, da Agência Estado,

17 de maio de 2013 | 09h24

BRASÍLIA - O senador mineiro Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência, não participou da votação da Medida Provisória dos Portos, a MP 595. Mesmo tendo feito três discursos durante os debates, o tucano deixou o plenário sem registrar o voto da MP, defendida pela presidente Dilma Rousseff - virtual adversária na dele na disputa eleitoral em 2014 - como forma de modernizar o setor portuário do País.

 

Outros quatro colegas de bancada de Aécio também não votaram: Cássio Cunha Lima (PB), Cyro Miranda (GO), Flexa Ribeiro (PA) e Mário Couto (PA). Os três últimos fizeram ao longo do dia duras críticas à medida provisória ou à forma de afogadilho com que o Senado teve de apreciar a matéria. Dos 12 senadores do partido, cinco ausentaram-se no momento da votação.

 

"O PT, durante dez anos, ignorou o estado de calamidade por que passam os portos brasileiros", criticou Aécio, por volta das 13 horas de quinta-feira, 16, quando a MP estava sendo apreciada pelo Senado. "De uma hora para outra, esse tema, felizmente para a nação brasileira, tornou-se relevante e urgente para os inquilinos do poder", ironizou ele, em outro discurso, por volta das 16 horas.

Na última fala, uma hora depois, ele chegou a lembrar que o PSDB não iria votar uma "matéria sob suspeição", referindo-se à acusação feita pelo líder do PR na Câmara, Anthony Garotinho (RJ), de que estariam havendo negociatas patrocinadas por uma emenda do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ).

 

Procurada, a assessoria de imprensa de Aécio Neves informou que ele preferiu dar o voto dele durante o discurso, quando afirmou ser a favor do mérito da matéria, mas contra a forma como a medida provisória foi encaminhada. Além disso, o PSDB estava em obstrução. Somente o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), e a senadora LúciaVânia (PSDB-GO) votaram contra a MP. Outros quatro se abstiveram: Alvaro Dias (PR), Ataídes de Oliveira (TO), Cícero Lucena (PB) e Ruben

Figueiró (MS). Um tucano votou a favor, Paulo Bauer (SC).

 

Ao todo, a MP foi aprovada por 53 votos a favor e sete contra e outras cinco abstenções - o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não votou. Além das cinco ausências do PSDB, outros dez senadores não participaram da votação. No PMDB, Casildo Maldaner (SC) e José Sarney (AP), Jarbas Vasconcelos (PE), João Alberto Souza (MA) e Roberto Requião (PR). No PTB, Epitácio Cafeteira (MA), João Vicente Claudino (PI) e Mozarildo Cavalcanti (RR). No Democratas, Maria do Carmo Alves (SE) e, no PT, o senador Walter Pinheiro (BA). (Ricardo Brito, Laís Alegretti e Ricardo Della Coletta.

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