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Aécio visita TCU e diz esperar que Dilma seja condenada por 'pedaladas fiscais'

A decisão do TCU na quarta-feira pode dar elementos à oposição para um possível pedido de impeachment de Dilma por 'crime de responsabilidade'

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

16 de junho de 2015 | 15h10

Atualizado às 17h43

BRASÍLIA - Na véspera da votação das contas da presidente Dilma Rousseff, um grupo de senadores, liderados pelo tucano Aécio Neves (MG), visitou ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) para pedir que eles condenem a petista pelas chamadas "pedaladas fiscais".

"O governo do PT, o governo da presidente República, desrespeitou a Lei da Responsabilidade Fiscal. As chamadas pedaladas estão aí consolidadas, caracterizadas, comprovadas. Agora, nós vamos aguardar a decisão do Tribunal de Contas, que pode ter consequências graves para o futuro", disse Aécio.

Na prática, a decisão do plenário do TCU desta quarta pode dar elementos à oposição para um possível pedido de impeachment de Dilma por "crime de responsabilidade". Eles já entraram com uma ação criminal na Procuradoria-Geral da União contra a presidente por conta disso.

Além de se encontrar com o presidente do TCU, Aroldo Cedraz, o grupo também teve uma audiência com o ministro Augusto Nardes, relator das contas de Dilma em 2014. Segundo Aécio, a oposição confia no relatório que será apresentado por Nardes, pois ele tem demonstrado que "faz uma análise muito profunda e muito técnica de todos os aspectos das contas da presidente". O ministro tem sinalizado a interlocutores que vai dar parecer pela reprovação das contas da petista.

Pressão. Deputados da oposição também estiveram no Tribunal de Contas da União (TCU) na tarde desta terça-feira para pressionar os ministros da Corte pela condenação das contas do Governo Federal. O deputado Carlos Sampaio (SP), líder do PSDB na Câmara, disse que o encontro foi para expressar a preocupação com o julgamento. Além dele, participaram das reuniões Bruno Araújo (PSDB/PE), Pauderney Avelino (DEM/AM), Rubens Bueno (PPS/PR), Mendonça Filho (DEM/PE) e Artur Maia (Solidariedade/BA).

As reuniões ocorreram no gabinete do presidente da Corte, Aroldo Cedraz, da ministra Ana Arraes, e do ministro Augusto Nardes. "Esse julgamento vai definir um Norte para o Brasil, onde vai se firmar posição clara de que desvio na gestão pública deve ser punido com rigor", afirmou Sampaio. "Estamos confiantes de que as pedaladas (fiscais) realizadas pela presidente Dilma terá resposta a altura do que a população aguarda", disse.

Segundo o deputado tucano, nenhum dos ministros pôde adiantar seu voto, mas todos mostraram ter dimensão de que estão frente a um dos momentos mais importantes do TCU. Ele afirmou ainda que esse relatório do TCU, caso condene as contas do governo, vai reforçar ações da oposição na Procuradoria Geral da República e na Justiça eleitoral. "Esperamos com esse relatório reforçar a representação que fizemos", observou.

 

Mais cedo, antes da chegada dos parlamentares, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, também esteve no TCU. Ele, no entanto, negou que tenha tratado sobre o tema, mas se disse confiante na aprovação das contas. "O governo está em contato com o TCU. Sempre que suas contas estão sob análise, o governo tem manifestado sua posição e esclarecido dúvidas. O governo está confiante na aprovação de suas contas", afirmou. 

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