Aéreas concordam em mudar índice de correção da dívida

O presidente do STJ, Edson Vidigal, informou que os representantes das companhias aéreas aceitam mudar o índice de correção monetária nas ações contra o governo para ressarcimento de perdas com o congelamento de tarifas entre 1985 e 1992. Vidigal disse que isso seria um gesto importante para viabilizar um acordo para um encontro de contas entre o que as companhias aéreas têm a receber e o que elas devem ao INSS e à Receita Federal."As empresas estão dispostas a abrir mão de índices, de modo a viabilizar o acordo", afirmou. Vidigal informou ainda ter sugerido a criação de uma comissão interministerial, capitaneada pelo ministro da Defesa e vice-presidente, José Alencar. Segundo ele, cada integrante da comissão poderia responder pelos credores do governo junto às empresas. Por exemplo, há dívidas com a Previdência Social e por isso a discussão teria que ser feita com representantes daquele ministério. Assim como existem dívidas também com a Petrobrás, do Ministério de Minas e Energia e dívidas de impostos sob a responsabilidade do Ministério da Fazenda. "Mas quem decide se vai haver a comissão é o presidente Lula, que indicou José Alencar como interlocutor com as companhias aéreas. A minha missão termina aqui", disse Vidigal.

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