Aéreas criticam fórmula da Petrobras para reajuste do querosene

O Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) quer que o Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) analise a fórmula usada pela Petrobras para o reajuste do querosene de aviação na próxima reunião do conselho, que deverá ocorrer até o fim de novembro.Segundo o Snea, o setor está sendo discriminado já que as oscilações da cotação internacional do petróleo estão sendo repassadas, a cada quinze dias, para o combustível da aviação, ao contrário do que ocorre com a gasolina e o diesel.Além disso, segundo o sindicato, a fórmula da Petrobras inclui uma "despesa de internalização", que seria relativa a custos como seguro e frete na formação dos preços internos, sendo que as importações, na prática, do combustível são pequenas. O presidente do Snea, George Ermakoff, comentou que o pleito para que o Conac decida sobre o assunto já foi encaminhado ao ministro da Defesa, José Viegas.Mais reclamaçõesAs empresas de aviação estão ajudando a turbinar os lucros da Petrobras, na avaliação do Sindicato. Isso ocorre porque os ganhos da estatal com o repasse dos preços internacionais para o querosene de aviação compensam "o represamento" dos preços internos da gasolina e do diesel, disse Ermakoff.Ele reconheceu que em outubro as empresas aéreas partiram para uma rodada de aumentos das passagens aéreas, sob a alegação de que os custos do querosene haviam subido, mas indicou que o setor não consegue acompanhar o ritmo dos aumentos de querosene. "Não dá para ficar reajustando preço de passagens a cada quinze dias", comentou.

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