Aéreas da Europa atacam subsídios no Golfo Pérsico

PARIS - As seis maiores companhias aéreas da Europa, lideradas por Air France-KLM e Lufthansa, lançam nesta quarta-feira, 17, em Paris, uma ofensiva para pressionar a União Europeia e os organismos de aviação internacionais a abrir investigações sobre os subsídios concedidos às companhias aéreas pelas petromonarquias do Golfo. Os alvos são Emirates, Etihad e Qatar Airways, que estão abocanhando o mercado europeu e americano e já provocaram a reação das três líderes americanas.

Andrei Netto, correspondente, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2015 | 02h04

O grupo de europeias foi formado por concorrentes históricas. Além de Air France-KLM e Lufthansa, estão no grupo a British Airways e Iberia e as empresas low cost Easyjet e Ryanair. Hoje, os diretores presidentes dessas empresas concederão uma entrevista coletiva em Bruxelas na qual anunciarão a formação de um lobby "pelo desenvolvimento de uma nova estratégia de aviação para a União Europeia", com o intuito de preservar empregos e garantir as oportunidades de crescimento das aéreas do continente.

As companhias europeias acusam a trinca de árabes de concorrência desleal fomentada pelos governos do Golfo Pérsico. Uma denúncia semelhante foi feita em março pelas três líderes do mercado americano, Delta, American e United Airlines, que avaliam em US$ 42 bilhões o volume de subsídios ilegais atribuídos desde 2004 às três árabes pelas monarquias locais, ricas em petróleo. A ofensiva das gigantes europeias, entretanto, causa polêmica dentro da União Europeia.

Em razão de diferenças internas entre as empresas, British e Iberia abandonaram a Associação de Companhias Aéreas Europeias (AEA). Air Berlin e Alitalia, controladas pela Etihad, também se recusam a participar do movimento de lobby.

 

Notícias relacionadas
    Tudo o que sabemos sobre:
    Aviação

    Encontrou algum erro? Entre em contato

    Tendências:

    O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.