Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Aéreas pedem 'diálogo permanente' com governo sobre preço 'sem controle' de querosene

Responsável por 35% dos custos do setor, o combustível teve o preço ajustado em 76,2% no ano passado, quando o petróleo subiu 54%

Antonio Temóteo, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2022 | 18h12

BRASÍLIA - O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, afirmou que o governo deve criar uma mesa permanente de diálogo para tratar do preço do querosene de aviação. A proposta foi feita em reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele recebeu na tarde desta segunda-feira, 11, os presidentes das aéreas brasileiras (Gol, Latam, Azul e Voepass).

“Nossa ideia foi propor uma mesa permanente de debate e diálogo envolvendo todos os stakeholders, com o Ministério da Economia, com o Ministério da Infraestrutura, com as empresas aéreas, para tratar de um item que saiu de controle, que é o custo do querosene de aviação”, disse, antes de se encontrar com Guedes. Na saída, ele afirmou que o ministro reagiu de forma "muito positiva" à ideia e que sugeriu a inclusão do Ministério de Minas e Energia no grupo.

Responsável por 35% dos custos do setor, o combustível teve o preço ajustado em 76,2% no ano passado, quando o petróleo subiu 54%. A inflação e as consequências da guerra na Ucrânia fizeram os preços dos bilhetes aéreos dispararem neste ano. Em 12 meses, a alta é de 11,05%, segundo o IBGE. Mas há saltos maiores em um ano quando se compara trechos como São Paulo-Rio (88% mais caro), São Paulo-Curitiba (76%) e São Paulo-Porto Alegre (113%).

Sanovicz ainda declarou que as empresas do setor não se reunirão com o governo para pedir qualquer tipo de desoneração ou redução de tributos. "Não tratamos de nenhum tipo de desoneração”, disse. No ano passado, o pacote para as aéreas, que não foi tirado do papel, previa mais acesso a crédito, compra antecipada de passagens pelo governo e definição de uma nova malha.

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