Aéreas perdem 400 mil assentos internacionais em 2006

O diretor de estudos e pesquisas da Embratur, José Francisco Sales Lopes, disse nesta quarta-feira que acredita na recuperação do setor aéreo em 2007, após a crise do ano passado. Segundo ele, foram perdidos 400 mil assentos internacionais de empresas aéreas brasileiras com a crise da Varig, que perdeu cerca de 1,2 milhão de assentos em vôos internacionais. Como as demais empresas criaram aproximadamente 720 mil assentos internacionais no ano passado, segundo ele, a perda total foi de 400 mil. "Mas há uma recuperação, e 2007 será positivo", afirmou.Em entrevista para comentar a pesquisa sobre turismo realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério do Turismo e a Embratur, divulgada nesta quarta, ele disse que o estudo que mostra que a renda criada pelas empresas turísticas brasileiras chegou a R$ 31,1 bilhões em 2003, equivalente a 2,2% da renda total gerada no País naquele ano, confirma que "o turismo tem participação expressiva na economia brasileira".O levantamento é um primeiro passo para a criação de uma conta satélite do turismo, com dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do setor. Pequenas empresasO setor de turismo tem forte participação de empresas de pequeno porte, especialmente do segmento de alimentação, de acordo com os dados referentes a 2003. O técnico da coordenação de contas nacionais e responsável pela divulgação da pesquisa, Guilherme Telles, disse que as empresas de menor porte pagam salários mais baixos e são intensivas em mão-de-obra, como são também a maior parte das companhias do setor.De acordo com o estudo, as empresas de alimentação são 81,49% das companhias de turismo do Brasil, e respondem por 31,18% da receita operacional líquida do setor. Por sua vez, o segmento de transporte aéreo é o penúltimo do setor em número de empresas, com apenas 0,08% do total, mas é o segundo em receita, com 24,44%.A pesquisa mostra também que o segmento de alimentação é responsável por 65,37% do pessoal ocupado em turismo e responde por 41,25% da massa de salários do setor. O segmento de transporte aéreo responde por 2,09% do pessoal ocupados, mas por 10,14% da massa de salários.Segundo Telles, no setor de turismo em geral há uma predominância de empregos com carteira assinada e 58,67% das pessoas ocupadas do setor são empregados de empresas, enquanto 26,95% trabalham por conta própria (incluindo camelôs) e 5,60% são empregadores.ConcentraçãoO setor de turismo apresenta alta concentração regional no País. Os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro respondem, juntos, por 63,53% da receita bruta de serviços das Atividades Características do Turismo (ACT) no Brasil, além de concentrarem 48,43% do pessoal ocupado e 58,90% da massa de salários do setor. Os dados são de pesquisa sobre o setor de turismo divulgada hoje pelo IBGE, relativa a 2003.O Estado de São Paulo respondia por 43,38% da receita bruta de serviços de turismo no País, além de 35,12% do pessoal ocupado e 41,28% da massa de salários. O Rio de Janeiro participava com 20,15% da receita bruta, 13,31% do pessoal ocupado e 17,62% da massa de salários.Segundo Telles, a concentração do turismo nos Estados de São Paulo e do Rio reflete a própria estrutura da economia do País, na qual os Estados mais desenvolvidos têm maior participação na economia em geral e na maior parte dos setores.No caso dos gastos com viagens das famílias brasileiras, o Estado de São Paulo também liderava o ranking, com 27,78% do total dos gastos, seguido de Minas Gerais (12,51%) e do Rio de Janeiro (10,19%).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.