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Aeronautas e aeroviários decidem amanhã sobre greve

No caso de paralisação, o TST determinou que pelo menos 80% dos funcionários trabalhem normalmente durante o período

Mariângela Gallucci, da Agência Estado,

21 de dezembro de 2011 | 17h10

BRASÍLIA -  O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, JoãoOreste Dalazen, determinou nesta quarta-feira, 21, que os aeroviários eaeronautas mantenham pelo menos 80% dos postos de trabalho ativos noperíodo de Natal e Revéillon. Os trabalhadores do setor decidem amanhã em assembleia se entram emgreve dois dias antes do Natal. Paralisação está prevista para começara partir das 23h desta quinta.

Ao fixar um porcentual mínimo de força de trabalho, Dalazen atendeu a um pedido do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA). Se a decisão for desrespeitada, sindicatos representativos de aeronautas e aeroviários estarão sujeitos ao pagamento de uma multa de R$ 100 mil por dia de descumprimento. Após o feriado de Ano Novo, pelo menos 60% dos funcionários terão de trabalhar.

"Ao disciplinar o exercício do direito de greve, a lei reputa absolutamente essencial à população a atividade prestada pela categoria profissional dos aeronautas e aeroviários", disse Dalazen. "É compreensível e respeitável a reivindicação das categorias profissionais, mas a população brasileira não pode ser prejudicada pela carência de um serviço público essencial", afirmou.

Além da fixação de um porcentual mínimo de força de trabalho nos dias que antecedem as festas de final de ano, o SNEA queria que a greve prevista para começar amanhã fosse declarada abusiva. Na segunda-feira, representantes dos sindicatos dos patrões e dos trabalhadores se reuniram no TST para tentar uma conciliação.

Na ocasião, a vice-presidente do Tribunal, Cristina Peduzzi, propôs que fosse firmado um acordo para reajuste de 8%. Os sindicatos dos trabalhadores, que reivindicavam um aumento de 13%, aceitaram a proposta. Mas o SNEA manteve a intenção de conceder 6,17%. Com o impasse, os trabalhadores confirmaram a intenção de fazer greve a partir de amanhã.

Nesta terça, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) fechou acordo salarial com dois sindicatos de trabalhadores,do Rio e da região amazônica, evitando que parte dos funcionários dosetor entre em greve na próxima quinta-feira.

Para o negociador do Snea, Odilon Junqueira, não haverá greve."Há um clima de diálogo, não há o menor ambiente para greve emnível nacional nas empresas aéreas. Ainda mais por causa de umadiferença de reajuste tão pequena e às vésperas do Natal", disseJunqueira. 

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, garantiu que neste final de ano, não haverá apagão aéreo, porcausa de greve dos aeroviários. Ela disse confiar nas previsões doministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt,quanto ao encaminhamento dado pelas empresas aéreas para impedir aparalisação dos aeroportos

Ameaça

Na segunda-feira, o Sindicato Nacional dos Aeronautas e o Sindicato Nacional dosAeroviários haviam notificado o TST de que fariam greve por tempo indeterminado a partir das 23 horasdo dia 22 de dezembro.

Texto atualizado às 18h18

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