Aeronautas e aeroviários vão a dissídio no TST

O impasse nas negociações com as companhias aéreas levou aeronautas e aeroviários a entrar com dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST). O movimento, feito pelos sindicatos ligados à CUT, marcou mais uma vez o racha com os trabalhadores vinculados à Força Sindical, que preferiam que o imbróglio fosse resolvido com a mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT).

GLAUBER GONÇALVES / RIO, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2011 | 03h06

Uma audiência de conciliação entre trabalhadores e representantes das empresas aéreas está marcada para amanhã no TST, em Brasília. Mas, enquanto as partes não chegam a um acordo, os trabalhadores continuam a mobilização para entrar em greve no dia 22 de dezembro, disse o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), Celso Klafke. A entidade é filiada à CUT.

"No ano passado, a ida ao Ministério Público acabou atrapalhando o processo. Não sou contra a instituição, mas isso trancou as negociações e acabou suscitando o dissídio coletivo e medidas judiciais contra nós. Se é para acabar no TST, vamos direto a essa instância superior", defendeu o dirigente.

Diferentemente da campanha salarial de 2010, pilotos, comissários e profissionais de solo da CUT e da Força Sindical estão negociando separadamente com o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) este ano depois de um desentendimento. Para os trabalhadores ligados à Força Sindical, no entanto, a ida ao TST pode resultar em reajustes bem abaixo dos que os que estão sendo reivindicados.

"Recorrer ao TST sem exaurir as negociações é um tiro no pé", diz Uébio José da Silva, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aéreos (FNTTA). "Pelo histórico dos últimos julgamentos, o TST acaba dando (reajuste igual ao) INPC ou até abaixo."

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