Aeroportos do país estão entre piores do mundo em atraso--Forbes

Os passageiros dos aeroportosinternacionais de Brasília, Cumbica e Congonhas estão entre osque mais sofrem com atrasos em todo o mundo, de acordo com umasondagem da revista Forbes, divulgada nesta quarta-feira, comdados compilados dos últimos dois anos. Segundo a publicação, o aeroporto Juscelino Kubitschek, emBrasília, é o que tem mais atrasos em todo o mundo, uma vez queapenas 27 por cento das decolagens aconteceram no horárioprevisto, de acordo com dados do FlightStats, um serviço queacompanha informações desse tipo em tempo real. Em segundo lugar, está o aeroporto de Pequim --com apenas33 por cento dos vôos decolando sem atrasos. Na sequênciaaparecem Cumbica, em Guarulhos, e Congonhas, na capitalpaulista. Apenas 41 e 43 por cento dos vôos que saíram dosaeroportos paulistas, respectivamente, cumpriram os horáriosprevistos, diz a revista. O aeroporto internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, nãoteve dados compilados pela sondagem por causa do tamanhorelativamente pequeno, afirmou a Forbes. A Infraero, empresa que administra os aeroportosbrasileiros, disse mais tarde em uma nota, que a pesquisa seguecritérios incorretos, porque os índices de pontualidadedeveriam medir a eficiência das companhias aéreas e não dosaeroportos. Maior foco de passageiros no país, São Paulo não é apenasum mau destino para decolagens, segundo a revista. Asaterrissagens também sofrem nos aeroportos paulistas, já queapenas 54 por cento dos vôos que chegaram a Congonhas em 2007 e59 por cento dos que foram a Cumbica aterrissaram no horárioprevisto, diz a Forbes. A revista indicou os aeroportos internacionais da Coréia doSul e Japão como aqueles onde há menos atrasos, com cerca de 95por cento dos vôos deixando o local no horário previsto. A metodologia da pesquisa considerou apenas os aeroportosinternacionais que atenderam pelo menos 10 milhões depassageiros em 2006, de acordo com o Conselho Internacional dosAeroportos, um grupo com sede em Genebra, na Suíça, além dosdados da FlightStats para o ano passado. (Reportagem de Maurício Savarese)

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