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Aeroviários da Vasp ameaçam entrar em greve

Depois da greve realizada por pilotos e comissários, agora é a vez dos aeroviários (funcionários que ficam em terra) da Vasp, que ameaçam parar na semana que vem. Os trabalhadores estão em estado de alerta e a manifestação acontecerá se os salários abaixo de R$ 1,5 mil não forem depositados até o dia 7. Ontem, menos de 24 horas depois do fim da greve dos aeronautas, só no Aeroporto de Congonhas foram cancelados 27 vôos, informa a Infraero.De acordo com a presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, há informações de que os salários referentes ao mês de setembro e abaixo de R$ 1,5 mil deverão atrasar. "A maioria dos aeroviários da Vasp, em torno de 4 mil pessoas, ganha abaixo dessa quantia", diz, acrescentando que será realizada uma assembléia no dia 6 para deliberar sobre o assunto.CompensaçãoA medida seria tomada porque a Vasp faria uma compensação para os que ganham acima de R$ 1,5 mil, já que eles receberam os rendimentos de agosto só na terça-feira. Esse atraso motivou dois dias de paralisação de 1 mil aeronautas da Vasp em uma semana, o que causou o cancelamento de vôos desde o dia 21.A Vasp nega que possa haver essa compensação. A empresa também informa que o número de vôos cancelados inclui saídas que já haviam sido suspensas há pelo menos três meses, mas que continuam aparecendo nos monitores do sistema de controle de tráfego de aviões dos aeroportos. A companhia admite alguns cancelamentos por falta de aviões, mas alega que com 22 aviões em operação, de uma frota total de 31 aparelhos, "seria impossível o número de cancelamentos que tem sido veiculado".Segundo Selma, há três anos os funcionários de terra da Vasp não recebem vale refeição e cesta básica. Os depósitos de FGTS, acrescenta Selma, não são realizados desde 1996. A dívida, segundo ela, estaria em torno de R$ 5 milhões. "O governo tem sido omisso na questão da Vasp", afirma.

Agencia Estado,

29 de setembro de 2004 | 19h30

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