Divulgação CESP
Divulgação CESP

AES analisa se disputa hidrelétricas da Cesp

Grupo dono da Eletropaulo dá sinal de interesse pelas usinas de Jupiá e Ilha Solteira, destaques do próximo leilão de geração de energia

André Borges, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2015 | 02h02

(Texto atualizado às 10h30)

BRASÍLIA - O Grupo AES Brasil, dono da distribuidora Eletropaulo, sinalizou interesse nas duas maiores hidrelétricas que serão leiloadas pelo governo no dia 6 de novembro, as usinas de Jupiá e Ilha Solteira.

O interesse pelos projetos foi manifestado por meio da AES Tietê, empresa do grupo voltada para a área de geração de energia. Em carta encaminhada à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a AES Tietê pediu informações detalhadas sobre o leilão do lote formado pelas duas usinas.

As hidrelétricas de Jupiá (1.551 megawatts) e Ilha Solteira (3.444 megawatts), localizadas no Rio Paraná, em São Paulo, são consideradas as joias da coroa do próximo leilão de geração do governo, no qual serão oferecidas 29 usinas que não tiveram seus contratos concessão renovados. Os dois empreendimentos pertenciam à Companhia Energética de São Paulo (Cesp), que não concordou com a proposta de renovação oferecida pelo governo e decidiu seguir com os empreendimentos até o fim do contrato.

Leilões. Dos R$ 17 bilhões em outorga que o governo prevê arrecadar com a oferta das 29 usinas, as duas hidrelétricas respondem por R$ 13,8 bilhões. Só Ilha Solteira é avaliada em R$ 9,13 bilhões.

Neste próximo leilão, o governo decidiu abrir mão da redução do preço de tarifa como critério para escolher o vencedor da disputa. Foi estabelecido um preço-teto de R$ 126,50. Vencerá a licitação a empresa que pagar o preço fixado na outorga e, paralelamente, oferecer o maior desconto sobre o preço-teto do megawatt-hora.

A AES Tietê é a terceira maior companhia privada do País em geração de energia, dona de um parque de hidrelétricas e pequenas centrais elétricas (PCHs) que somam 2.658 megawatts (MW) de capacidade instalada. Procurada, a AES Tietê informou que continua analisando a viabilidade de participar do leilão.

Conforme noticiou o Estado há duas semanas, o leilão de 6 de novembro não deve contar com a presença do Grupo Eletrobrás, que pretende guardar seu caixa para grandes projetos de obras de geração e transmissão para 2016.

Se participar da disputa, a Eletrobrás terá apenas uma pequena participação em eventual sociedade com outro grupo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.