Afetado pela crise, Citigroup pode vender US$ 400 bi em ativos

Novo presidente-executivo do grupo que cortar despesas anuais da instituição em cerca de 20%

Joseph A. Giannone e Dan Wilchins, da Reuters,

09 de maio de 2008 | 08h00

O Citigroup, que tem sido duramente atingido pelo aperto global no crédito, deve apresentar planos para vender cerca de US$ 400 bilhões em ativos estrangeiros quando realizar reunião com investidores e analistas nesta sexta-feira, 9, informaram fontes próxima do assunto.  Veja também:Cronologia da crise financeira  Entenda a crise nos Estados Unidos   O recém-instalado presidente-executivo, Vikram Pandit, que está trabalhando para reduzir os custos do Citi e superar os problemas da instituição com os mercados de crédito, também pretende reafirmar sua promessa de cortar despesas anuais do maior banco dos Estados Unidos em cerca de 20%, disse uma das fontes à Reuters na quinta-feira. Representantes do Citigroup não comentaram o assunto.  As vendas podem corresponder a quase 20% dos atuais ativos do Citigroup e, segundo o Financial Times, que publicou a informação na quinta-feira, pode levar vários anos até a conclusão.  Apesar de o Citi ter dito anteriormente que planeja cortar ativos para melhorar sua posição de capital, a magnitude das vendas potenciais tem deixado analistas inquietos.  "A única razão para você vender tantos ativos é que você tem muito mais perdas para registrar do que você pensava anteriormente", disse Jim Huguet, co-pr%sidente-executivo da adminstradora de fundos Great Companies, que não possui ações do Citi.  Desde o final do ano passado, o Citi divulgou baixas contábeis e perdas com crédito de mais de US$ 45 bilhões, levantou mais de US$ 40 bilhões em capital novo, incluindo US$ 2 bilhões em ações preferenciais nesta semana, e cortou dividendos em 41%.  Não está claro precisamente quais ativos estão à venda, mas analistas especulam que as áreas de finanças ao consumidor nos Estados Unidos, Japão, México e Alemanha são possibilidades. As fontes pediram anonimato porque o plano ainda não foi anunciado.  Investidores estão impacientes por uma melhora na situação do Citi, cujo preço das ações caiu mais de 55% durante o ano passado.  Pandit tem sofrido pressões de investidores para cortar custos, se livrar de operações com performance fraca e até mesmo para dividir o banco.  Alguns investidores vêem o Citi, criado ao longo de duas décadas por Sanford "Sandy" Weill, como muito grande para ser administrado, uma crítica que o sucessor de Weill escolhido por ele, Charles Prince, negava.  O banco anunciou este ano cortes de 13.200 empregos e analistas afirmam que ainda é preciso fazer dezenas de milhares de reduções. A instituição encerrou março com 369 mil funcionários.

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