Afif chama secretário da Fazenda de 'impostor'

O vice-governador do Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), disse, à Agência Estado, que a afirmação do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, de que o impostômetro é "uma bobagem", é uma "declaração de um impostor". Na segunda-feira (17), no Fórum de Economia da Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (EESP-FGV), Barbosa avaliou que era preciso analisar as receitas e as despesas juntas para justificar a cobrança de impostos.

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

19 de setembro de 2012 | 14h09

Apesar de a palavra ser sinônimo de enganador e embusteiro, Afif utilizou outra definição para o termo "impostor" para criticar Barbosa. "Segundo o (dicionário) Houaiss, impostor é o que pratica a impostura, nesse caso uma carga de imposto superior àquela que a população suporta; mas pode ser também um embusteiro, que não é o caso", afirmou Afif, que também é vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Afif classificou ainda a declaração de Barbosa como "infeliz" e afirmou que o Ministério da Fazenda faz pressão para que o projeto de lei 1.472/2007, que regulamenta o artigo 150 da Constituição, não seja aprovado na Câmara. "O artigo determina que todo o cidadão deva ser informado com clareza da carga tributária, foi regulamentado no Senado em 2007, passou por todas as comissões na Câmara e se encontra parado nas mãos do presidente da Câmara, que segura por pressão dos impostores, por pressão da Fazenda", disse.

Criado em 2005, quando Afif presidia a associação comercial, o impostômetro registra quanto o brasileiro paga de impostos municipais, estaduais e federais. Na manhã desta quarta-feira, o total desde 1º de janeiro deste ano superava R$ 1,08 trilhão. "O impostômetro foi criado juntamente com a campanha ''De Olho no Imposto'', a qual recolheu mais de 1,5 milhão de assinaturas para respaldar o projeto de lei, que agora está parado na Câmara", concluiu Afif.

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