Afirmação sobre reserva pode ter repercussão negativa na ANP

Segundo ex-técnico da agência reguladora, divulgação pode levar até a um processo de cassação do diretor

Kelly Lima, da Agência Estado,

14 de abril de 2008 | 17h24

As declarações do diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima sobre a possibilidade de a área de Carioca - ou Pão de Açúcar -, na Bacia de Santos, ter até cinco vezes o volume de óleo de Tupi, podem ter uma repercussão negativa sobre a transparência do papel da reguladora e até mesmo levar a um processo de cassação contra o próprio diretor.   Veja também: Descobertas em Santos dependem de estudo, diz Petrobras Área na Bacia de Santos pode ter até 5 vezes o volume de Tupi Petrobras dispara com notícia sobre descoberta. É hora de comprar? Acompanhe online a cotação das ações da Petrobras A história e os números da Petrobras A maior jazida de petróleo do País A exploração de petróleo no Brasil   A análise foi feita por um ex-técnico que lembrou que entre as finalidades da reguladora, instituídas na Lei do Petróleo (número 9478/97) em seu artigo 8º, item 12, fica especificado que a agência deve "consolidar anualmente as informações sobre as reservas nacionais de petróleo e gás natural transmitidas pelas empresas, responsabilizando-se por sua divulgação".   "Não cabe à agência divulgar reservas de uma empresa específica, por conta de estar beneficiando esta empresa. Para comprovar isso é só ver como as ações da Petrobras subiram", frisou o especialista na área de petróleo.

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