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Afonso Bevilaqua substitui Ilan Goldfajn no BC

O Ministério da Fazenda divulgou nota comunicando a indicação de Afonso Sant´Anna Bevilaqua para substituir o diretor de Política Econômica do Banco Central, Ilan Goldfajn, e de Eduardo Henrique de Mello Motta Loyo para ocupar, de forma permanente, a diretoria de Estudos Especiais.Bevilaqua e Loyo são professores do curso de pós-graduação do Departamento de Economia da PUC-RJ. Bevilaqua é PhD pela University of California, Berkeley, e leciona na PUC Economia Internacional, Econometria e Macroeconomia; Loyo é PhD pela Princeton University, 1998, e leciona Macroeconomia e Economia Monetária. A indicação de ambos mantém a PUC carioca como origem de grande parte de integrantes do BC e da equipe econômica dos governos brasileiros nos últimos anos. Armínio Fraga e Gustavo Franco, dois ex-presidentes do BC, vieram de lá, assim como Ilan Goldfajn, que está deixando o BC agora. Loyo, por sinal, ainda tem com Fraga a coincidência de doutorado em Princeton. A nomeação de ambos eliminou ainda uma hipótese que chegou a circular ontem no mercado, sob forma de boato, de que a escolha do substituto de Goldfajn estava entre um economista da PUC (como foi confirmado) ou um da Unicamp (descartado), de linha mais heterodoxa. Veja a íntegra da nota do Ministério da Fazenda: "O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, está encaminhando ao Senhor Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a indicação, em comum acordo com o presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, do nome de Afonso Bevilaqua para substituir Ilan Goldfajn, na Diretoria de Política Econômica, e o de Eduardo Loyo para ocupar de forma permanente a diretoria de Estudos Esopeciais, atualmente vaga. Numa busca constante por qualidade e transparência, o Banco Central está preenchendo de forma permanente a Diretoria de Estudos Especiais, de forma a intensificar os estudos e contribuir na formulação macroeconômica no Banco Central. Este avanço é importante na medida em que aumenta a presença de diretores com profundo conhecimento macroeconômico na diretoria do BC, a exemplo do praticado em diversos outros Bancos Centrais, como o Banco Central do Chile, Banco da Inglaterra, Federal Reserve Board. Isto agrega massa crítica para os debates internos do BC e permite um embasamento melhor das decisões a serem tomadas pelo Banco Central. Eduardo Loyo é pernambucano, do Recife, e doutor em economia pela Universidade de Princeton (EUA). É professor visitante da Universidade de Columbia (EUA), professor licenciado da Universidade de Harvard (EUA). Já lecionou também no INSEAD (França). Afonso Bevilaqua, gaúcho de Porto Alegre, é doutor em economia pela Universidade da Califórnia, Berkeley (EUA) e professor da PUC do Rio de Janeiro. Foi economista do Fundo Monetário Internacional (FMI) e nos últimos anos tem trabalhado como consultor do Banco Mundial (BIRD), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), e instituições financeiras públicas e privadas. A saída do diretor Ilan Goldfajn é um desejo pessoal de retomar a vida privada após ter contribuído para o Banco Central desde meados de 2000. Ilan permanecerá no banco Central até o início de julho".Para ler mais sobre as mudanças na diretoria do BC:» Meirelles conta que pediu a Ilan para ficar durante a transição » Meirelles explica que não há decisão sobre redução do compulsório » Não foram os "ruídos" sobre juros que provocaram a saída, diz Ilan » Em artigos, Eduardo Loyo prega combate rígido à inflação » Como foi a estratégia do governo para a saída de Ilan do BC » Lula, Alencar e Dirceu não comentam » Saída de Ilan não provoca reflexos no mercado, diz Ciro Gomes

Agencia Estado,

22 de maio de 2003 | 08h03

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