Aftosa: governo cria ´área de proteção´ no MS

Os municípios de Eldorado, Mundo Novo e Japorã, no Mato Grosso do Sul, farão parte de uma Área de Proteção e Vigilância Epidemiológica, o que significa que haverá controle rigoroso do trânsito de animais e carnes no local. A informação é da assessoria de imprensa da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso do Sul (Famasul). A criação dessa área substitui a proposta divulgada na sexta-feira, 9, pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Gabriel Alves Maciel, de criação de uma zona tampão entre os municípios do Mato Grosso do Sul que fazem fronteira com o Paraguai.Antes de viajar para Campo Grande para discutir o assunto, o secretário garantiu que a zona tampão seria criada. Mas durante reunião no sábado, ele teria sido informado da resistência dos demais países da região em aceitar a criação do corredor sanitário, contou uma fonte ligada ao assunto. Diante da resistência, o ministério foi obrigado a recuar da idéia original. Até o momento, o secretário não esclareceu o que significa a criação da área, mas uma fonte do governo comentou que a diferença é que o controle de trânsito será feito só do lado brasileiro. Com a zona tampão, o controle seria feito dos dois lados da fronteira.Ainda de acordo com a Famasul, a criação da área tem como objetivo recuperar o status sanitário de área livre de febre aftosa com vacinação para o Mato Grosso do Sul. A classificação é dada pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que reúne-se no mês de maio, em Paris. Na semana passada, o ministério informou que ainda havia circulação viral nos municípios de Eldorado, Mundo Novo e Japorã, onde foram diagnosticados casos da doença em outubro de 2005. Com a conclusão dos resultados, o ministério decidiu que os municípios continuariam interditados. O governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), informou, após a reunião do último sábado, que os frigoríficos instalados na região interditada terão isenção de ICMS. Só poderão ser comercializados lotes de carne desossada e maturada. Está proibido o comércio de miúdos e de carne com osso. Já o trânsito de animais vivos continuará restrito aos três municípios. Também será feita uma varredura (sorologia) mensal e os animais serão abatidos se houver suspeita da doença.

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