Aftosa: Mato Grosso do Sul terá zona tampão com Paraguai

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Gabriel Alves Maciel, informou nesta sexta-feira, por meio da assessoria de imprensa da pasta, que será criada uma zona tampão entre os municípios do Mato Grosso do Sul que fazem fronteira com o Paraguai. Posteriomente, a zona tampão poderá ser ampliada também para a fronteira do Estado com a Bolívia, onde foram diagnosticados focos de febre aftosa recentemente. O Equador confirmou casos da doença nesta semana, mas o país não faz fronteira com o Brasil. Numa zona tampão, o trânsito de animais vivos e carnes é controlado de forma rigorosa para evitar a propagação de doenças. Nesse caso, a estratégia é conter o vírus da febre aftosa. A sugestão de criação da zona tampão foi da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O Mato Grosso do Sul teve casos da doença no final de 2005. Na quinta-feira, o ministério informou que exames epidemiológicos indicaram a persistência da circulação viral nos municípios de Eldorado, Mundo Novo e Japorã. Com isso, informou o governo, a área continuará interditada. Maciel afirmou que há consenso entre os setores público e privado sobre a criação da uma zona tampão entre os municípios de fronteira do Estado com o Paraguai. O assunto será discutido neste sábado, em Campo Grande, pelo secretário com o governador do Estado, André Puccinelli. O Mato Grosso do Sul tem o segundo maior do País, com cerca de 26 milhões de cabeças. A fronteira do Estado com o Paraguai tem 1.104 quilômetros, sendo 409 quilômetros de fronteira seca e 695 fluvial. SuficienteO diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Jamil Gomes de Souza, comentou nesta sexta o resultado da investigação epidemiológica que indicou que o vírus da febre aftosa continua circulando no Mato Grosso do Sul. Os municípios estão interditados desde outubro de 2005, quando foram diagnosticados focos de febre aftosa no Estado. De acordo com ele, as ações de controle sanitário adotadas na região são suficientes para conter o vírus. Mesmo assim, o controle será intensificado. Entre as medidas adicionais, ele citou o reforço na vacinação de bezerros com menos de 12 meses e o recadastramento dos rebanhos. "Seguramente é uma vacinação oficial ou acompanhada de todas as propriedades, um recadastramento geral dessa região, um controle de saída de animais e de ingresso de animais nessa área", afirmou.

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