Aftosa: País vai fiscalizar fronteira com Bolívia

Fiscais federais agropecuários vão reforçar a fiscalização na área de fronteira do País com a Bolívia, país onde foram diagnosticados focos de febre aftosa nesta semana. Num prazo de 10 a 15 dias, o Ministério da Agricultura enviará pelo menos 30 fiscais para o Mato Grosso, informou nesta quinta-feira o diretor substituto do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques. Os Estados do Mato Grosso do Sul, Acre e Rondônia, que também fazem fronteira com a Bolívia, receberão apoio do governo federal para reforçar o controle sanitário na região. "Mas os fiscais desses Estados já estão trabalhando na área", afirmou.De acordo com Marques, os fiscais federais agropecuários vão atuar nas 10 barreiras fixas e quatro móveis existentes na fronteira seca do Mato Grosso com a Bolívia. "Além disso, eles participarão da fiscalização nas 151 propriedades rurais localizadas na divisa do Mato Grosso com o território boliviano", afirmou. O objetivo da operação é impedir o contrabando de carne e animais doentes da Bolívia, onde foram diagnosticados focos de febre aftosa no final de semana. A fronteira dos quatro Estados com a Bolívia tem 3.166 mil quilômetros. A fronteira seca no Mato Grosso é de 780 quilômetros. É nessa área que está sendo concentrado a vigilância devido ao trânsito ser mais intenso. Nos rios do Mato Grosso do Sul, Acre e Rondônia foram instaladas barreiras fluviais. Segundo cálculos da Secretaria de Defesa Sanitária, o plano emergencial de prevenção à aftosa na região terá um custo de R$ 20 milhões.

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