Aftosa pode adiar reabertura do mercado russo para suínos

O surgimento de um novo foco de febre aftosa no Mato Grosso do Sul pode adiar a decisão da Rússia em retomar as importações de carne suína do Brasil. A opinião é do presidente da Aurora Alimentos e vice-presidente da União Brasileira de Avicultura (UBA), José Zeferino Pedroso. "Esta situação deixa menos clara a perspectiva da abertura do mercado russo para a carne brasileira", afirmou. Apesar disso, o executivo acredita que os altos preços que são praticados no mercado interno russo pressionarão o governo local para a reabertura das importações do Brasil. "A opção deles é importar carne da Europa, onde o custo é maior. O próprio mercado russo vai pressionar pela retomada das importações", previu. O presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Correa, diz que é difícil definir qual será o próximo passo da Rússia, mas ter encontrado um "foco dentro do foco" não ajuda em nada a imagem do Brasil no exterior em termos sanitários. "Isso fragiliza nossa imagem lá fora justo no momento em que estamos buscando novos mercados para nossa carne", avaliou. Semestre melhor Apesar do novo foco, Pedroso acredita que o segundo semestre será melhor para as exportações. "O revés do primeiro semestre será compensado por um melhor desempenho no segundo, quando historicamente as exportações são maiores", disse. Na Aurora Alimentos a produção de frango foi reduzida em 20% em três unidades da cooperativa: Erechim (RS), Quilombo (SC) e Maravilha (SC). Nas duas primeiras foram concedidas férias coletivas para um terço dos funcionários, em março e abril. Em maio será a vez de 700 dos dois mil funcionários da unidade de Maravilha ficarem em casa por um mês. *A repórter viajou a convite da organização da AveSui.

Agencia Estado,

25 Abril 2006 | 18h35

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