Aftosa: sindicato critica falta de clareza do governo

O presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), Emílio Salani, disse, nesta terça-feira, que o governo federal deve ter tido fortes evidências que o levaram a declarar o foco de aftosa no Paraná, apesar do vírus da doença não ter sido isolado. "O governo tem um corpo técnico muito competente", afirmou. Para Salani, o maior problema foi a demora e falta de clareza das informações. "No caso do aparecimento de qualquer doença, é fundamental rapidez e clareza nas informações", declarou.Salani, além de dirigir o Sindan, é veterinário e diretor da Merial Saúde Animal. Ele disse não ter tido acesso às informações que levaram o governo a declarar o foco de aftosa no Paraná. O presidente do Sindan disse também ser muito difícil determinar como ocorreu a contaminação no Mato Grosso do Sul. Para ele, pode ter havido problemas desde a manipulação da vacina nas áreas afetadas ou até mesmo a falta de imunização. "Não sabemos o que houve, o que sabemos é que o caso do Estado é muito grave. Encontrar 36 ou 37 focos em uma região muito dedicada à pecuária é um caso muito complicado", afirmou. Problemas com vacinasSalani descarta problemas com a vacina utilizada pelos pecuaristas do Estado. Ele argumenta que a produção das vacinas passa por rígidos controles de qualidade do Sindan e do Ministério da Agricultura. "Da produção até a loja do revendedor, todo o lote de vacina pode ser rastreado", explicou. O executivo considera que o Brasil pode erradicar a febre aftosa com vacinação até 2009/10, como pretende o governo. Mas ele adverte que a ação contra a doença deve também atingir os países vizinhos. "Não dá para falar em erradicação de aftosa no Brasil, sem incluir o Uruguai, o Paraguai, a Bolívia e a Argentina. Temos que pensar regionalmente", completou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.