Agência admite rever reserva de mercado na exploração de petróleo

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) já admite a possibilidade de rever a exigência de conteúdo nacional mínimo para as próximas rodadas de áreas de exploração e produção de óleo. O superintendente da ANP, Milton Franke, disse hoje que a agência está "aberta às propostas das empresas interessadas nas áreas para reformular esta exigência". "As regras para esta próxima rodada de agosto já estão definidas e não podem ser mudadas, mas nada impede que o conteúdo mínimo exigido seja alterado, para baixo ou para cima, a partir de negociação com os investidores", afirmou em palestra a um grupo de empresários do setor na sede da Câmara de Comércio Americana, no Rio de Janeiro. Para a quinta rodada, que acontece entre os dias 19 e 20 de agosto, o teor de conteúdo nacional está em 30% para águas profundas, 70% para áreas terrestres e se divide em 50% para a exploração em águas rasas e 60% para a produção na mesma área. As empresas alegam que a reserva de mercado eleva o custo e em alguns casos o inviabiliza. Na quarta rodada, realizada no ano passado, a média de conteúdo nacional foi de 54% entre as empresas vencedoras do leilão.

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