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Agência de avaliação de risco eleva nota da Votorantim

Grupo é o primeiro de capital fechado a obter grau de investimento de 3 agências

Daniela Milanese, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2024 | 00h00

A agência de classificação de risco Moody''''s elevou ontem a nota da Votorantim Participações (holding que controla o grupo). Sua classificação em moeda estrangeira foi elevada de "Ba1" para "Ba3", a primeira nota dentro do chamado grau de investimento - selo dado a companhias com baixo risco de dar calote.Com a elevação da nota da Moody?s, a Votorantim obtém pela terceira vez a classificação de grau de investimento. Outras duas agências - Fitch e Standard & Poor?s - já haviam atribuído grau de investimento à holding. A Votorantim é a primeira empresa de capital fechado brasileira a obter essa nota de três agências de classificação de risco.O grau de investimento da Moody?s possibilitará à empresa acessar novos mercados, diz o diretor financeiro Luis Felipe Schiriak. O executivo destacou que alguns fundos de pensão e de investimentos americanos só podem investir em papéis de empresas que possuem o investment grade da Moody?s. "Essa classificação chega em um momento de volatilidade e o interessante é que uma empresa com sede num país emergente consegue o grau de investimento, enquanto outras lá fora estão sendo rebaixadas", afirmou.Na avaliação de Schiriak, o momento é de turbulência, mas a companhia mantém os investimentos previstos, "com planos agressivos". Em 2008, os aportes somarão R$ 5 bilhões.Entre os principais projetos do grupo estão uma siderúrgica em Resende, no Rio de Janeiro, que produzirá um milhão de toneladas de aços longos por ano, o projeto de polimetálicos (cobre, chumbo e índio, um metal que é usado para fabricar monitores de plasma e LCD) em Goiás, e a duplicação da capacidade da refinaria de zinco no Peru. Além disso, a Votorantim está construindo uma fábrica de celulose em Três Lagoas (MS) e plantando pomares para a produção de suco de laranja. A lista de investimentos conta ainda com novas fábricas de cimentos no Brasil, com aportes de R$ 1,6 bi em três anos.A abertura de capital não está nos planos da holding. "Não que filosoficamente sejamos contra. Mas para isso precisaria surgir uma necessidade, como uma grande aquisição", afirmou. "Além disso, o retorno dos nossos negócios é maior do que o obtido no mercado financeiro", disse, para justificar a opção por não vender uma parte da empresa aos investidores. Segundo ele, a companhia tem disponibilidade de caixa, hoje em R$ 10,5 bilhões. A dívida está em US$ 6 bilhões, sendo que 90% do total está dolarizado. O executivo explicou que o fluxo de exportações e das vendas internas com preços atrelados ao dólar funcionam como proteção do endividamento, além dos instrumentos de proteção do mercado financeiro (hedge).

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