Agência de clasificação de risco eleva nota do Brasil

Economista da DBRS avisa, no entanto, que grau de investimento em 2007 é difícil

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 12h46

O economista-chefe da agência de classificação de risco DBRS, David Roberts, disse que considera "difícil" que o Brasil atinja a nota de `grau de investimento´ em 2007. A agência canadense anunciou nesta segunda-feira a elevação da nota da dívida de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil de BB para BB (high) e mudou a tendência do rating de `estável´ para `positiva´. Com isso, a classificação do País `conferida pela DBRS ficou a apenas um passo do `grau de investimento´. A agência também reafirmou o rating da dívida de longo prazo em moeda local do País em BB (high), com tendência ´positiva´."Essa mudança no rating do Brasil reflete a progressiva melhora da situação macroeconômica e financeira do País, cujos avanços nos últimos anos têm sido impressionantes", disse Roberts. "Mas acho difícil que o Brasil atinja o grau de investimento ainda neste ano pois embora o país esteja avançando, ainda faltam importantes aspectos para se obter esse status".UpgradeRoberts disse que um novo upgrade do Brasil depende principalmente da aprovação de reformas na previdência e nos tributos, "ou uma série de outras reformas com impacto equivalente na melhora da flexibilidade e eficiência" dos gastos públicos e arrecadação de impostos. Além disso, antes de colocar o Brasil no grau de investimento, a DBRS gostaria de ver uma "maior extensão da maturidade da dívida", uma redução dívida pública indexada pelos juros", e um "ajuste fiscal suficiente para garantir uma redução da relação entre a dívida e o PIB". Roberts, no entanto, deixou claro que considera que o país está no rumo para atingir o grau de investimento. "O fato de colocarmos a tendência do país no status positivo mostra que esperamos mais melhoras no país", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.