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Agência de empregos será investigada por preconceito

A Polícia Civil vai investigar possível crime de indução ao racismo praticado por uma empresa de empregos domésticos de Sorocaba (SP). A empresa Lar&Cia Consultoria de Empregos Domésticos mantinha em seu site um formulário de busca de profissionais em que perguntava ao interessado na contratação de domésticos se tinha "preconceito de cor". À pergunta seguiam-se as opções "sim" e "não". O formulário foi parar na internet e mobilizou internautas. O Sindicato das Empregadas Domésticas de Sorocaba e Região quer que o caso seja investigado.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agencia Estado

30 de abril de 2013 | 16h52

A internauta Luanna Teofillo chamou a atenção da imprensa para o conteúdo do formulário que, segundo ela, mostra que a aparência ainda é requisito para a contratação. O internauta Carlos Silva teve acesso ao formulário e postou sua opinião: "A empresa está simplesmente induzindo o racismo dentro do Brasil. E a lei que proíbe tal procedimento?" Outro internauta que se identificou apenas como Deivid considera que o caso é de liberdade de expressão. "Se não gosta, não é obrigado a gostar e tem o direito de falar que não gosta", escreveu. A empresa havia retirado o formulário de seu site na internet na segunda-feira, 29.

Na manhã desta terça-feira, 30, a página da Lar&Cia informava que o site está em manutenção. A advogada do sindicato das domésticas, Juliana Maria Martins, considerou a prática absurda. "Repudiamos totalmente qualquer tipo de preconceito. Se o formulário for recolocado, vamos pedir judicialmente a retirada." Segundo ela, como o formulário destinava-se a contratantes, provavelmente as domésticas não tinham conhecimento da referência ao preconceito.

A sócia-proprietária da empresa, Liege Diaz, informou que o formulário foi colocado na página por uma empresa terceirizada que reformulou o site e ninguém se deu conta do conteúdo. Segundo ela, a empresa atua há mais de dez anos na cidade e jamais discriminou qualquer trabalhadora. "Esse problema já foi resolvido e não temos mais nada a declarar", disse.

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