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Agência de publicidade estaria por trás do Mega Filmes, diz advogado

Advogado não revelou nome da empresa; ele fez pedido para casal que gerenciava site ser liberado, alegando que dupla está ajudando na investigação

Murilo Rodrigues Alves, O Estado de S. Paulo

19 de novembro de 2015 | 17h46

O advogado do casal Marcos Magno Cardoso e Thalita Cardoso, acusados de gerenciar o Mega Filmes HD, considera o maior site de pirataria da América Latina, entrou nesta quinta-feira com pedido de revogação temporária da prisão decretada ontem. 

 

Segundo Tiago Lerdini Bellucci, se o juiz Marcos Alves Tavares, da 1ª Vara Federal, não acatar o pedido, ele recorrerá a um habeas corpus na segunda instância. "Não existe motivo para eles continuarem presos porque eles ajudaram na investigação. Forneceram inclusive a senha para desativar o site", afirma o advogado. O site foi retirado do ar ontem à noite. 

 

"Meus clientes são apenas a ponta do iceberg. Uma grande empresa de publicidade está por trás do site e era quem realmente ganhava dinheiro", diz Bellucci, que não quis revelar o nome da companhia. Segundo ele, o delegado e o juiz foram já têm conhecimento das ligações com essa empresa.

 

De acordo com a PF, o esquema de compartilhamento ilegal de filmes e séries de TV rendia ao casal cerca de R$ 70 mil por mês, obtidos a partir da receita de publicidade exibida no site. A estimativa é de que o site recebia, em média, 60 milhões de visitas ao mês. Do total, 85% eram brasileiros e 15% de vários países da Europa e Ásia. O grupo mantinha também página em uma rede social, com 4,5 milhões de seguidores.

 

Batizada de "Barba Negra", a operação da PF desarticulou a organização criminosa especializada na prática de crimes contra os direitos autorais pela internet. Outras cinco pessoas suspeitas de participarem do esquema foram detidas, sendo uma em Cerquilho, duas em Campinas (SP) e outras duas em Ipatinga (MG). Segundo a polícia, elas foram ouvidas e liberadas.

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