Agência de risco avalia impacto da guerra e cita o Brasil

A agência de classificação de risco de crédito norte-americana Standard & Poor´s divulgou a primeira análise sobre o impacto que uma eventual guerra dos Estados Unidos contra o Iraque teria sobre a situação de crédito dos países, avaliando que algumas nações, como o Brasil, que têm a perspectiva negativa, poderão ter um risco maior. O relatório avalia que os governos mais dependentes de financiamentos comerciais externos terão um risco maior do que os países do Oriente Médio.A agência considera que uma eventual guerra prolongada manterá os preços do petróleo em alta, o que acarretará uma contração econômica global. A situação fiscal de vários países poderia piorar e o comércio e os fluxos de capital diminuirão. Nesse cenário, as falhas estruturais das economias ficariam mais pronunciadas e classificações que estão sob perspectiva negativa teriam um risco ainda maior.Além do Brasil, a agência citou a Jamaica, Guatemala, Marrocos e Filipinas. Em relação à questão fiscal, a agência afirma que o Brasil, Israel, Líbano, Filipinas e Turquia estão entrando nesse período de incertezas com a proposta declarada de apertar as condições fiscais. Mas a habilidade desses governos de elevar receitas e cortar gastos diminuirá se houver uma guerra prolongada e as notas de classificação poderão sofrer o impacto dessas circunstâncias.A agência também avalia que a incerteza da guerra ampliará a aversão ao risco, o que provocará um impacto forte em países com necessidades grandes de financiamento externo, como o Brasil, Jamaica e Turquia. A República Dominicana, o México e as Filipinas seriam afetados por uma redução do fluxo, mas em uma proporção menor. O estudo da S&P diz que uma guerra com duração limitada deverá provocar poucos impacto nas classificações atuais.Quanto ao Oriente Médio, a S&P acredita que as lideranças dos países da região vão suportar os choques político e econômico sem perder o apoio amplo da população para programas orientados para o mercado e que eventuais protestos públicos não deverão ameaças as instituições estabelecidas na região.

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