Agência de risco prevê melhora em classificação do Brasil

A agência de classificação de risco Fitch Ratings, em seu relatório trimestral sobre a América Latina divulgado hoje, disse que, desde junho passado, há sinais de que a "qualidade dos créditos soberanos do Brasil pode continuar a melhorar". Numa linguagem menos técnica, isso significa que a agência vê a perspectiva de melhora das classificações soberanas do País, embora não estabeleça prazo para isso. Entre esses indicadores positivos, o diretor para a dívida soberana da América Latina da Fitch, Roger Scher, destacou os sucessos legislativos do governo e a manutenção dos elevados índices de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele salientou, ainda, a expectativa de um superávit próximo dos US$ 20 bilhões neste ano e um déficit inferior a 2% do PIB em 2004, acrescido do renovado acesso aos mercados internacionais de capitais. "Além disso, as expectativas inflacionárias rapidamente em declínio são favoráveis a um relaxamento da política monetária que poderá sustentar uma recuperação econômica robusta em 2004." A Fitch estima que o PIB brasileiro vai crescer 0,5% neste ano e 3% em 2004.A agência alertou, no entanto, que "os desafios continuam formidáveis para o Brasil diante das suas pesadas cargas das dívidas pública e externa". "Caso o governo Lula viva uma fatiga de reformas ou relaxe com as suas metas fiscais após 2004, neste caso a futura melhora do crédito poderia ficar sob dúvida", alertou Scher. Acordo com FMIA Fitch considera necessária a renovação do programa do Brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo Scher, isso "representaria um pilar fundamental contra choques no balanço dos pagamentos nos próximos anos". Segundo ele, as reformas que estão sendo implementadas neste ano representam apenas "os passos iniciais na garantia de solvência fiscal" e devem ser sucedidas por reformas mais profundas nos próximos anos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.