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Reuters
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Agência de risco S&P diz que ajuste fiscal enfrenta 'ambiente político desafiador'

Diretora-gerente de ratings soberanos da Standard & Poor's defende a necessidade de mudanças para restaurar a estabilidade macroeconômica e um plano de retomada do crescimento

Álvaro Campos e Altamiro Silva Junior, O Estado de S. Paulo

24 de março de 2015 | 11h34

A diretora-gerente de ratings soberanos da agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P), Lisa Schineller, afirmou nesta terça-feira, 24, em teleconferência sobre a manutenção do rating do Brasil e da Petrobrás, que as projeções de crescimento do País no médio prazo são mais fracas do que antes. 

A empresa prevê contração de 1% este ano, com recuperação a partir de 2016, que teria expansão de 2%.

Ela ressaltou que, no curto prazo, é muito importante a restauração da estabilidade macroeconômica, em especial com o ajuste fiscal. Porém, em uma próxima etapa, seria preciso que o governo implementasse um plano para estimular o crescimento. "Há uma ampla correção em curso de políticas econômicas distorcidas do passado".

Lisa disse que a S&P vai acompanhar a habilidade do governo de alcançar a meta de superávit primário de 1,2% do PIB. Entre os fatores observados estarão os resultados primários mensais, o avanço das negociações no Congresso para aprovação de algumas medidas e a redução nos gastos discricionários para os níveis observados em 2013.

"O ambiente político é desafiador", disse ela. "Alguns componentes do ajuste precisam da aprovação do Congresso, outros não, mas é importante um amplo suporte para reforçar o compromisso com o ajuste", afirmou. "Será bastante desafiador, mas acreditamos que há apoio (de Dilma Rousseff) para estas medidas. A chave será a articulação futura com o Congresso."


A representante da S&P disse que espera uma contração de 1% no PIB brasileiro este ano, até mesmo em função da queda nos investimentos, em meio ao escândalo de corrupção na Petrobrás. Segundo ela, é importante reavivar a agenda de concessões, com termos mais favoráveis ao setor privado.

Lisa afirmou que as correções na economia são uma forma de restaurar a confiança dos agentes econômicos. Ela disse que os problemas na Petrobrás já estão afetando os investimentos e prejudicando o crescimento do País.

Apesar de deixar claro várias vezes que uma ajuda do governo à Petrobrás não está no cenário base, Lisa disse que, se isso ocorresse, haveria um estresse nos mercados financeiros, mas os impactos para o rating soberano talvez não fossem tão fortes. 

"Em termos de nível de dívida, até o momento nós mantemos nossa perspectiva estável (para o rating soberano), e isso leva em conta que a Petrobrás tem o equivalente a quase 6% do PIB em dívidas comerciais", disse.

Lisa Schineller considera que os riscos de elevação ou rebaixamento da nota soberana são balanceados.

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