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Agência fará 2 leilões de áreas de petróleo

Justiça cassou liminar que impedia a oitava rodada

O Estadao de S.Paulo

24 de julho de 2007 | 00h00

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) trabalha na retomada da oitava rodada de licitações de áreas exploratórias no País, suspensa por liminar judicial no ano passado. Ao mesmo tempo, anuncia a realização da nona rodada em novembro, com 313 áreas divididas em nove bacias sedimentares.A retomada do oitavo leilão foi possível porque o Supremo Tribunal Federal (STF) cassou a liminar obtida pela deputada federal Dra Clair (PT-SC) contra o evento.O diretor-geral da agência, Haroldo Lima, disse que ainda não há decisão sobre a data da oitava rodada, que pode ser realizada em conjunto com a nona ou em um evento separado, antes de novembro.O leilão do ano passado foi suspenso após a primeira manhã de ofertas, quando apenas 2 dos 14 setores ofertados haviam sido disputados. Até hoje, as empresas vencedoras não sabiam se teriam direito às concessões. ''''Já iniciamos consultas ao governo e vamos consultar as empresas para definir como reiniciaremos o leilão'''', informou Lima.Para a nona rodada, disse o executivo, a prioridade é garantir a manutenção da auto-suficiência na produção de petróleo por um prazo mais longo. Por isso, a ANP voltará a oferecer áreas na Bacia de Campos, a maior produtora do País, que havia ficado de fora no leilão anterior, voltado para reservas de gás. Serão oferecidos 31 blocos na região, com área total de 11,6 mil quilômetros quadrados. Algumas áreas estão localizadas perto de grandes campos produtores, como Marlim Leste.A ANP, no entanto, aposta na Bacia de Santos, que terá 120 blocos, com 31 mil quilômetros quadrados de área. Os blocos com maior potencial estão próximos de áreas consideradas prioritárias pela Petrobrás, que encontrou reservatórios de óleo e gás a altas profundidades, abaixo da camada de sal que separa a rocha geradora do petróleo brasileiro das reservas conhecidas atualmente. A ANP vai aumentar o preço mínimo de blocos com maior potencial com o objetivo de ''''equiparar os preços a parâmetros internacionais'''', segundo Lima.A agência informou ainda que vai incluir a Bacia do Rio do Peixe, na Paraíba, onde ainda não há produção de petróleo. São 19 blocos em uma área nova, mas com grande potencial, segundo o diretor da ANP Newton Monteiro. A região registra vazamentos de óleo com qualidade superior ao encontrado normalmente na Bacia de Campos.

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