Agência Fitch mantém classificação do Brasil

A agência de classificação de risco Fitch Ratings reafirmou hoje os ratings soberanos do Brasil para moeda estrangeira em ´BB-´ e para moeda local em ´B+´, além de mantê-los sob "perspectiva negativa" . Segundo a agência, a recente estabilidade do real e a recuperação do sentimento positivo do mercado em relação ao Brasil "refletem o demonstrado comprometimento do país com uma sólida estrutura de política econômica e um maior aperto nas políticas fiscal e monetária". Entretanto, a Fitch disse que mantém os ratings sob "perspectiva negativa" pois a balança de pagamentos e a dinâmica da dívida pública permanecem vulneráveis "aos desobramentos adversos nos sentimentos dos investidores e ao ambiente econômico global", além de serem suscetíveis a qualquer "escorregão" na condução das políticas do País. A agência acredita que, por causa dessas vulnerabilidades, "uma melhor mistura de políticas monetária e fiscal se faz necessária". A Fitch recomenda que a política fiscal seja apertada, geran do superávits primários superiores aos 4% do PIB, e superiores à meta para os próximos três anos de 3,5%. "A esse respeito, a continuidade da superação da performance em relação as metas de superávit primário, como foi vista nos últimos três anos, seria um passo na direção certa", disse a agência.

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