Agência japonesa R&I eleva Brasil a grau de investimento

Agência é a 2ª do Japão a conceder a classificação ao País; principais agências, porém, ainda não o fizeram

Regina Cardeal e Luciana Xavier, da Agência Estado,

18 de abril de 2008 | 13h22

A agência de classificação de risco de crédito japonesa R&I (Rating and Investment Information) elevou o rating do Brasil para BBB-, grau de investimento, segundo o site da empresa. A agência mantinha o País em BB+ com perspectiva estável desde julho de 2006. O representante-chefe da agência em Nova York, Hiroya Maruyama, tinha uma visita programada para o Brasil esta semana, mas cancelou a viagem e está no momento em Tóquio, segundo informações obtidas pela Agência Estado por telefone. A R&I tornou-se a segunda agência japonesa a conferir grau de investimento ao Brasil. Em junho de 2007, a Japan Credit Rating (JCR) havia elevado a nota da dívida de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil para "BBB-" e a nota da dívida de longo prazo em moeda local para BBB. As três principais agências de classificação de risco do mundo (Standard & Poor's, Fitch Ratings e Moody's), contudo, ainda não deram o status de grau de investimento ao Brasil. Em seu comunicado divulgado nesta sexta-feira, a R&I afirma que a economia do Brasil está mantendo seu impulso de crescimento e os indicadores econômicos externos - incluindo balanço de pagamentos e nível da dívida externa em relação ao PIB - continuam melhorando. Segundo a agência, o governo também respeita a disciplina fiscal."A R&I julga que o Brasil fortaleceu sua capacidade de enfrentar a desaceleração econômica global nos mercados financeiros", afirma a nota. A agência destaca o crescimento de 5,4% no PIB em 2007 puxado pela "vigorosa demanda doméstica". Foi a segunda mais elevada taxa em dez anos, depois dos 5,7% de 2004, acrescenta. A R&I cita ainda o PIB per capita de US$ 6.938. Segundo a agência, embora seja difícil manter estas condições robustas por causa do enfraquecimento das exportações ante a desaceleração da economia dos EUA e da valorização do real, a expansão da demanda doméstica brasileira não dá sinais de enfraquecimento. "A R&I acredita que o Brasil manterá sua tendência de alta dos negócios no futuro previsível", afirma. Nos últimos anos, as exportações em geral foram fortes não só para as commodities primárias, mas também para os produtos industrializados e o Brazil continuou gerando um grande superávit na balança comercial, ressalta o comunicado, acrescentando que a conta corrente é superavitária desde 2003. A agência comenta ainda que, como cresceu a percepção de que o Brasil atingiu maior estabilidade econômica, o investimento direto no País se acelerou, atraído pelos recursos naturais e pela escala do mercado no Brasil.

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