Agência Moody's rebaixa ratings do BTG Pactual

Segundo a agência, o rebaixamento incorporam os desafios que o banco enfrenta para conservar a liquidez e preservar sua franquia na esteira da prisão de seu agora ex-presidente, André Esteves

Gabriela Korman, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2015 | 02h02

A agência de classificação de risco Moody's rebaixou a avaliação de crédito da linha de base (BCA) do banco BTG Pactual de baa3 para ba2 e seus ratings, incluindo o rating de depósito de longo prazo em moeda global e local de Baa3 para Ba2.

A agência também rebaixou o rating de depósito de curto prazo em moeda global e local de Prime-3 para Not Prime e o rating de depósito de longo prazo em escala nacional de Aa1.br para A1.br Ao mesmo tempo, rebaixou os ratings atribuídos ao BTG Pactual das filiais das Ilhas Cayman e Luxemburgo, incluindo os ratings de dívida sênior sem garantia em moeda global de Baa3 para Ba2.

Os ratings do banco e de suas filiais foram colocados em revisão para rebaixamento no dia 25 de novembro e permanecem em revisão para rebaixamento adicional.

De acordo com a agência, o rebaixamento dos ratings do BTG Pactual incorporam os desafios que o banco enfrenta para conservar a liquidez e preservar sua franquia na esteira da prisão de seu agora ex-presidente e ex-presidente do conselho de administração, André Esteves, na quarta-feira da semana passada, dentro das investigações da Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção dentro da Petrobrás.

"O banco permanece exposto a pressões de liquidez se esses esforços não forem efetivos pode enfrentar um custo mais elevado de financiamento, o que pressionará sua capacidade de gerar grandes níveis de rentabilidade", informou a Moody's.

CVM. O banco também está sendo cobrado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a explicar sua conduta e o atraso das comunicações ao mercado. Embora haja informações de que os sócios estariam se esforçando para comprar as ações do ex-presidente da instituição, Esteves ainda é o principal acionista, com 27% do capital. Uma das queixas da CVM em relação ao banco é o fato de a instituição não ter divulgado fato relevante rapidamente informando sobre a prisão de seu principal acionista. / COLABOROU MARIANA DURÃO

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