Agência Santa Clara põe fim à parceria com a Nitro

"Não ganhamos receita com eles por aqui, mas eles ganharam com a nossa participação e contribuições em concorrências globais lá fora." Com esta frase, Jaime Greene, presidente da agência de propaganda Santa Clara, explica o fim da joint venture que a sua agência manteve, por quase dois anos, com a rede de butiques de criação Nitro, do australiano Chris Clarke.

Marili Ribeiro, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2010 | 00h00

A Nitro, como várias agências de seu porte e estrutura, teve perda de receita com a retração de anunciantes em função da crise econômica global e, em junho do ano passado, acabou vendida por cerca de US$ 50 milhões para a empresa de consultoria e serviços digitais Sapient. Nos últimos tempos, a rede Nitro perdeu clientes como a Kraft e os Chocolates Mars.

Presente em 55 países, no Brasil a Nitro mantinha parceria com a Santa Clara. Isso fez com que os novos dirigentes do negócio passassem uma semana em São Paulo para conversar com os sócios da agência brasileira. "Percebemos que não tínhamos nada em comum", conta Greene. "Achamos que não seria prudente persistir na parceria. Assim, eles vão buscar outra agência para atendê-los e nós vamos seguir nosso caminho."

Há mais de um mês, os donos da Santa Clara conversaram com o antigo parceiro, Chris Clarke e, desde então, preferiram avançar em outra direção. "Nesta quinta-feira tenho uma reunião com um outro grupo internacional com quem já vínhamos conversando", acrescenta Greene.

A Santa Clara também enfrentou problemas em 2009 com perda de clientes. Mas, desde o começo deste ano, recuperou sua posição. Conquistou nove novas contas de marketing e voltou a recontratar. Agora, com 60 funcionários, a agência projeta atingir um faturamento de R$ 17 milhões, o que vai representar alta de 35% em relação a 2009.

Frustração

JAIME GRENNE

PRESIDENTE DA SANTA CLARA

"A troca de ações não prosperou porque, no meio do caminho, a Nitro foi comprada por uma agência digital, com a qual não tivemos afinidade. Fizemos a joint venture com a Nitro porque queríamos ganhar escala para crescer rápido, mas isso não aconteceu."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.