Agências de risco aguardam opções à CPMF para avaliar Brasil

A não-prorrogação da CMPF é negativa,mas por enquanto não altera a visão das agências declassificação de risco sobre o Brasil. Moody's, Fitch eStandard and Poor's esperam agora o governo colocar em práticaa promessa de que manterá a responsabilidade fiscal. "Isso não afetará a capacidade de pagamento do Brasil. Sepensássemos que afetaria, reduziríamos a perspectiva do ratingdo Brasil", disse à Reuters Mauro Leos, analista sênior daMoody's Investor Services para a América Latina. "É um evento negativo... A Moody's não fala sobre se issoafetará os ratings futuros. Vamos ver nos próximos dias como setransformam em ações o que o ministro (da Fazenda) disse",acrescentou Leos, ao ser questionado se o grau de investimentopara o Brasil será adiado. O Brasil está a um passo do grau de investimento naavaliação das principais agências de rating. Um dia após o governo perder a batalha pela prorrogação daCPMF, o ministro Guido Mantega garantiu que o governo não vaireduzir a meta fiscal. O fim da CPMF representa uma perda anualde cerca de 40 bilhões de reais em receitas. "O compromisso de manter o superávit primário é um sinalimportante. Demonstra a história do Brasil e seu ritmo demelhora das dinâmicas fiscais, e o governo pragmático que estáno cargo", afirmou Lisa Schineller, diretora da S&P. A diretora sênior da Fitch Ratings, Shelly Shetty, ressaltou que uma eventual redução no superávit primárioprejudicaria a dinâmica da dívida pública. Se o Brasil decidir por cortes de gastos, acrescentou ela,é necessário que eles não sejam feitos nos investimentos, o quepoderia abater o crescimento econômico. "Embora a não-prorrogação da CPMF não seja um sinalpositivo para o bom momento dos ratings do Brasil, a Fitchainda está esperando um plano B do governo antes de avaliar asperspectivas", afirmou Shelly em nota. (Reportagem adicional de Elzio Barreto)

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