Agências do HSBC ‘viram’ Bradesco em outubro

Objetivo do banco é que os 5 milhões de clientes da instituição inglesa, adquirida há mais de um ano, estejam integrados até o próximo dia 10

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

17 Setembro 2016 | 05h00

Os clientes do HSBC vão migrar definitivamente para o Bradesco no próximo dia 10 de outubro, apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Na próxima semana, o banco enviará um lote de correspondência aos 5 milhões de clientes do banco inglês com informações para acesso via internet banking, celular, caixas eletrônicos e cartão de débito, fora o de crédito que será encaminhado na sequência.

A mudança de marca das 851 agências do HSBC para Bradesco, conforme fonte, ocorrerá entre 8 e 9 de outubro. O mesmo vale para os 4.400 caixas eletrônicos e 4.250 postos de atendimento em empresas.

O braço do banco de investimento Bradesco, o BBI, já ocupa a antiga sede do HSBC, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, e não mais a avenida Paulista, como antes, diz uma fonte. O Bradesco deve passar a contabilizar os números do HSBC em suas demonstrações financeiras a partir do terceiro trimestre.

A integração do banco inglês pesou na decisão do Bradesco de prorrogar o mandato presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, por mais dois anos. A analistas, o banco teria informado, que esta decisão estava tomada desde a compra do HSBC Brasil, anunciada em agosto do ano passado.

Continuidade. O entendimento do conselho de administração do Bradesco, conforme outra fonte, é de que seria necessário manter a continuidade na gestão, reduzindo riscos de integração em um momento de crise no País. O HSBC Brasil é a maior aquisição da história do Bradesco. Custou R$ 16 bilhões e agregou cerca de R$ 175 bilhões em ativos ao banco, aproximando a instituição de seu principal rival, o Itaú.

Desde 1943, o Bradesco fez 48 aquisições entre bancos, financeiras e seguradoras. Após adquirir o HSBC, porém, ficou proibido, como parte do acordo que fez para obter o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), concedido em junho último, de comprar qualquer instituição financeira que atue no Brasil no prazo de 30 meses.

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