Agências não têm pressa para elevar nota do Brasil

As principais agências de análise de risco continuam a ver o Brasil com um olhar crítico, apesar dos investidores terem voltado a comprar os títulos brasileiros aproveitando o impulso da reforma da previdência, de acordo com reportagem de Mike Esterl da Dow Jones. Analistas das agências Fitch Rating, Moody´s Investor Service Inc. e Standard & Poor´s Corp disseram que as votações preliminares desta semana - e qualquer outra votação favorável que se seguir - dos parlamentares brasileiros para reduzir o custo do sistema de previdência pública não serão suficientes para levar à melhora do rating (nota) soberano do Brasil. O analista de crédito soberano da Moody´s Luis Ernesto Martinez-Alas descreveu as votações de terça e quinta-feira na Câmara, para corrigir o déficit do sistema previdenciário, como "passos bem-vindos" no esforço do Brasil para reduzir seu pesado encargo da dívida. "Contudo, a aprovação das reformas... não se espera que tenha implicações sobre os ratings", disse Martinez-Alas. Situação vulnerávelAs agências de análise de risco destacaram que os planos de reforma do sistema de previdência não são suficientes para colocar o Brasil numa sólida posição financeira, apesar das estimativas de que o governo irá economizar R$ 56 bilhões ao longo dos próximos 20 anos. A dívida consolidada do setor público no final de junho estava em R$ 1,17 trilhão, ou 76% do PIB, de acordo com os mais recentes dados oficiais. Contudo, metade dessa dívida está atrelada a taxas de juro flutuantes e outros 25% estão vinculados ao dólar, tornando as finanças do Brasil particularmente vulneráveis a mudanças no sentimento do mercado. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.