Agenda de medidas é tema no encontro de Palocci e FMI

A agenda de medidas na área microeconômica foi o centro do debate desta segunda entre o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e os técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI). Palocci fez um balanço sobre as medidas que já entraram em vigor, como as anunciadas para a área de Construção Civil, e sobre aquelas que ainda dependem de aprovação do Congresso Nacional. O ministro buscou deixar claro aos técnicos, que a equipe econômica centrará seus esforços em 2005 no complemento e aprovação desta agenda. "Foi uma ótima reunião, onde discutimos os planos ambiciosos do governo para o próximo ano", comentou o chefe da missão do FMI, Charles Collyns. O governo aposta que a plena implementação dessas medidas microeconômicas dará sustentabilidade ao processo de crescimento que a economia brasileira vive desde o segundo semestre de 2003. Esse foi o recado central passado por Palocci ao técnicos do Fundo. "Conversamos sobre os bons resultados que têm se observado no Brasil e um pouquinho de como estaremos no final do ano. Não tinha nenhuma grande revelação. A revisão está tranqüila", explicou o secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, principal negociador brasileiro com o FMI. A missão responsável pela penúltima revisão do acordo do Brasil com o FMI ficará no País até quinta-feira. A agenda microeconômica é extensa e inclui medidas que vão desde mudanças tributárias para áreas como a da Construção Civil até medidas de simplificação do processo de abertura de empresas. Durante a reunião com os técnicos do FMI, os representantes do governo brasileiro buscaram mostrar que estão confiantes na aprovação das diversas medidas encaminhadas. Segundo Levy, a retomada das discussões sobre o projeto de lei que criar as regras para as parceiras público-privadas, nesta terça-feira, é um sinal positivo.

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