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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

AGENDA GLOBAL-Definições do G7 e dados econômicos são o foco

O resultado dos encontros do G7 no fimde semana e especulações sobre a próxima reunião do FederalReserve serão o foco dos mercados financeiros na próximasemana. Dados de vendas de moradias nos Estados Unidos, o índicealemão Ifo de confiança empresarial e informações sobre o setormanufatureiro da zona do euro serão os principais indicadoreseconômicos da semana. O dólar registra baixa recorde frente ao euro, o petróleoatingiu máximas históricas, o ouro está no maior nível em quase30 anos e as preocupações com o aperto do crédito continuam aprejudicar os mercados de ações e renda fixa. Em meio a esse cenário de incertezas, ministros de Finançase dirigentes de bancos centrais do G7 participaram de umencontro em Washington. No encontro, os ministros afirmaram que os mercadosfinanceiros globais estão melhorando, embora as condiçõesdesiguais devam persistir. Os ministros insistiram outra vezque a China precisa permitir a valorização de sua moeda. "Ainda estamos vendo fraqueza econômica nos EUA vindaatravés de dados importantes. Na Europa, a cena ainda não estátão ruim. O conceito de corte de taxas neste estágio é umapossibilidade, mas não é o resultado mais considerado", disseSandra Petcov, economista sênior do Lehman Brothers na Europa. "Acreditamos que há uma chance de 40 por cento de cortes(pelo Banco Central Europeu) no próximo ano... mas eu acho queo BCE vai minimizar a perspectiva de reduções neste ponto",acrescentou, relatando que a divulgação de indicadoresmanufatureiros será o ponto alto dos dados europeus. Na contramão do Federal Reserve, o BCE deve manter a taxabásica em 4,0 por cento nos próximos meses, segundo aprecificação do mercado de juro futuro. Na sexta-feira, os futuros das fed funds chegaram a indicar98 por cento de chance de um corte do juro norte-americano em0,25 ponto percentual, para 4,5 por cento, no encontro de 30 e31 de outubro. Uma série de eventos estimularam essa expectativa: fortequeda no lucro do terceiro trimestre do Bank of America ; recuono início de construção de moradias nos EUA em setembro para omenor nível em 14 anos e avanço nos pedidos deauxílio-desemprego para níveis não vistos desde fevereiro. Os dados da semana devem mostrar uma queda nas vendas decasas novas e usadas nos EUA. E com o petróleo atingindo orecorde de 90 dólares por barril em Nova York, investidoresestão revisando para baixo as previsões de crescimentoeconômico, como fez recentemente o Fundo MonetárioInternacional (FMI).

JAMIE MCGEEVER, REUTERS

22 de outubro de 2007 | 11h20

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