Agentes do setor elétrico propõem selo de energia limpa

Certificado de fontes renováveis garantirá competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo

29 de setembro de 2009 | 16h55

Os agentes do setor elétrico prepararam um documento com recomendações para subsidiar o governo brasileiro e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) para as negociações relativas aos impactos climáticos do setor de energia, em reunião que acontecerá em Copenhagen, em dezembro. Entre as propostas está a criação de um selo de energia limpa, reconhecido internacionalmente, que identificará o conteúdo energético de fontes renováveis de produtos brasileiros para garantir competitividade a eles no mercado externo.

 

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"O que não queremos de forma alguma é que nenhuma negociação do governo em Copenhagen leve ao aumento de tarifa de energia", afirmou a diretora da Associação Brasileira das Concessionárias de Energia Elétrica (ABCE), Silvia Calou, coordenadora do trabalho.

 

Ela destaca que o Brasil terá um tratamento diferenciado dos países desenvolvidos, já que é menos poluente do que os outros, devido ao elevado porcentual de energia renovável existente. "Temos 46% da nossa matriz vinda de fontes renováveis. Precisamos um pouco de energia térmica, que é mais poluente, para quando faltar água, para nossa segurança", afirmou Silvia em entrevista durante o 6º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase).

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