Agentina fecha 164 mil postos formais de trabalho, diz instituto

Setor de construção foi o que mais demitiu no segundo trimestre, cortando cerca de 40 mil postosd e trabalho

Marina Guimarães, da Agência Estado,

29 de setembro de 2009 | 14h23

A Argentina fechou 164 mil vagas no mercado formal de trabalho no segundo trimestre de 2009, comparado com igual período de 2008, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). A cifra equivale a um retrocesso de 2,8%. O Indec informou que existem hoje 5.693.657 empregos ante 5.857.694 verificados em junho de 2008. A pesquisa do Indec é feita com informações do Sistema Integrado de Aposentadorias e Pensões, que possui um registro do total dos trabalhadores inscritos com carteira assinada.

 

O setor de construção foi o que mais perdeu postos de trabalho: de 422.040 vagas existentes em junho de 2008, o número caiu para 382.208 (-7,5%). O desempenho do comércio foi o contrário e destacou-se por apresentar mais ofertas de emprego, passando de 1.011.683 para 1.015.527 (+0,4%). Os números do Indec são contraditórios, uma vez que há pouco mais de uma semana, o órgão divulgou que o índice de desemprego nos setores público e privado durante o segundo trimestre de 2009 subiu de 8% para 8,8% na comparação com igual período de 2008.

 

A diferença entre os 2,8% de queda no setor privado e o aumento de somente 0,8 ponto porcentual do desemprego só poderia ser explicada por um aumento do emprego no setor público. Porém, os próprios dados do Indec dizem que no setor público houve um aumento de apenas 1,6% na quantidade de empregados. A polêmica sobre os índices econômicos e sociais do Indec aumenta a cada anúncio dos indicadores do país. O fechamento de vagas no mercado formal de trabalho mostra um aumento do desemprego e, por consequência, da pobreza.

 

Mas o Indec afirma que a pobreza no país diminuiu no primeiro semestre de 2009 na comparação com igual período de 2008, de 17,8% para 13,9% da população, ou seja, de 7 milhões para 5,5 milhões de pessoas, dos quais 1,6 milhão é indigente. A diferença entre os cálculos oficiais e os privados, realizados pelos analistas, é enorme. Para a consultoria Ecolatina, por exemplo, no mesmo lapso de tempo de comparação já mencionado, o número de habitantes que vive na pobreza subiu de 30,8% para de 31,8%, atingindo 12,7 milhões de pessoas. A quantidade de indigentes também é maior e afeta 11,7% da população, ou seja, 4,7 milhões de cidadãos. Em todos os cálculos privados sobre a pobreza, o índice é entre 30% a 39%.

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