Agilidade é maior, mas valor ainda é alto

No Brasil, custo da arbitragem restringe serviço a grandes empresas nacionais e estrangeiras

O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2012 | 04h33

A expectativa de novos negócios internacionais que serão realizados envolvendo alguma parte brasileira deve impulsionar o surgimento de mais casos de arbitragem no País.

O levantamento World Investiment Report 2012, da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), é um dos indicadores que revela esse crescimento da internacionalização da economia e das empresas brasileiras. Em 2011, por exemplo, o Brasil ficou em quinto lugar no ranking dos países que mais receberam Investimentos Estrangeiros Diretos (IED). Em 2010, a economia brasileira estava em oitavo lugar.

Neste ano, até novembro, a entrada de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) chegou a US$ 59,9 bilhões, mostram os dados do Banco Central (BC).

"O número de casos de arbitragem aumentou bastante nos últimos anos, e a gente tem trabalhado inclusive em casos internacionais", afirma Fernando Serec, sócio responsável pela área de Contencioso e Arbitragem do escritório TozziniFreire. Em 2012, os casos de arbitragem no escritório cresceram 25% na comparação com 2011.

Essa popularização da arbitragem já tem se refletido nos bancos escolares. "Hoje, existem audiências simuladas durante a graduação. Há um interesse maior dos alunos do que no passado", afirma Serec.

Grandes empresas. A arbitragem ainda é mais direcionada para as grandes empresas. A rapidez custa caro, e os valores dos processos costumam ser altos. "A arbitragem não é barata. Por essa questão do preço, as partes que se submetem à arbitragem são empresas grandes, com contratos maiores envolvidos", afirma Eliane Carvalho, sócia das áreas de direito do consumidor, resolução de conflitos preventivo, consultivo, contencioso e arbitragem do escritório Machado Meyer. / M.G.e L.G.G.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.