Agindo corretamente, BC assegura crescimento, diz Meirelles

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, classificou como fenômeno "normal e legítimo" a reação contrária dos empresários à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar em 0,50 ponto porcentual a taxa básica de juros, Selic, dando prosseguimento a uma trajetória de alta iniciada em setembro. Na última reunião do Comitê, realizada na semana passada, a taxa passou de 16,75% para 17,25% ao ano. Segundo ele, todos podem expressar seus desejos, como o de ter juros mais baixos, um crescimento econômico maior ou um País com distribuição de renda mais justa. "O desejo não corresponde necessariamente às possibilidades", disse. Meirelles afirmou que o empresário precisa entender que quando o Banco Central "não hesita em tomar a medida correta", está assegurando a continuidade do crescimento do País. "O empresário precisa de previsibilidade", afirmou, ponderando que isso exige que o crescimento não se atenha a um único ano, mas tenha prosseguimento no futuro. "Não há investimento que mature em seis meses", acrescentou. Meirelles reafirmou que a experiência internacional demonstra que a melhor maneira de um país ter taxas de juros baixas é através da estabilidade macroeconômica. Nesse sentido, o presidente do BC destacou o compromisso brasileiro em perseguir as metas de inflação e o equilíbrio fiscal, dando previsibilidade ao comportamento futuro da economia, o que levaria à queda do risco país - taxa que mede a desconfiança do investidor estrangeiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do país - e atrairia novos investimentos. Para Meirelles, a taxa atual do risco país, em torno de 400 pontos base, ainda é alta.

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