Agnelli não vê grande impacto da alta do juros da China no minério

Para o presidente da Vale, a decisão do governo chinês foi acertada e representou uma medida para esfriar a especulação no mercado imobiliário.

Daniela Milanese, da Agência Estado,

20 de outubro de 2010 | 13h10

O presidente da Vale, Roger Agnelli, não vê grande impacto da alta dos juros da China sobre o setor de minério de ferro. "Não enxergo grande mudança na tendência e a demanda seguirá forte", afirmou, em entrevista coletiva, na Euronext, em Londres. Ele acredita que o principal condutor da procura chinesa por commodities é o investimento em infraestrutura. Para Agnelli, a decisão do governo chinês foi acertada e representou uma medida para esfriar a especulação no mercado imobiliário.

O presidente da Vale lembrou que a população da China, embora com alto nível de poupança, não tem muitas opções de investimento e parte para a aquisição de imóveis. Agnelli reforçou sua aposta no crescimento da Ásia e disse que a China não é uma bolha, ao contrário do que acreditam alguns homens de negócios. "Eles sabem o que estão fazendo e têm estratégia."

O executivo vê uma mudança no cenário geopolítico mundial, já que a Ásia está ganhando importância. Ele acredita que o continente vai liderar o crescimento global e também vê perspectiva positivas para a América Latina, principalmente no Brasil, a África e Oriente Médio. "A África será um continente completamente diferente em cinco a dez anos", afirmou.

Em contrapartida, Agnelli acredita que a recuperação na Europa e nos Estados Unidos não será forte.

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