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Agora é a hora de deixar o pasto crescer

Pecuaristas aproveitam as chuvas para reservar área de pastagem para o período mais seco, de inverno

Ana Maria H. de Ávila, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2011 | 00h00

A semana foi marcada por chuvas em todas as localidades. Em Sorocaba, o volume acumulado no período superou o total esperado para o mês - foram registrados 307 milímetros. A chuva prejudicou hortaliças e lavouras cultivadas em áreas de várzea, além de ter danificado estradas rurais. As hortaliças folhosas sofrem com o impacto da água e os tubérculos ficam expostos ao excesso de umidade do solo, o que favorece a ocorrência de podridões e o ataque de pragas de doenças.

Apesar da chuva, as temperaturas se mantiveram dentro da média, com mínimas em torno dos 19 graus, chegando aos 22 graus nas áreas mais quentes e máximas médias entre 30 e 32 graus. A chuva acumulada superou a demanda hídrica das culturas em várias localidades analisadas, com volumes acima de 80 milímetros em Barretos, Campinas e Votuporanga, chegando a 170 milímetros em Garça, 143 em Presidente Prudente e 114 em Piracicaba.

As chuvas também beneficiaram o crescimento das pastagens. Alguns pecuaristas aproveitam para deixar o pasto crescer até o início do período mais seco, garantindo alimento para o gado na época de escassez do capim.

Os citricultores estão otimistas com a safra. O clima foi favorável durante todo o ciclo e a produção deve ser maior do que a do ano passado. A variedade precoce deve começar a ser colhida no fim do mês e os preços estão em alta.

As chuvas não chegaram a interromper a colheita da manga em Monte Alto e Taquaritinga, entretanto favorecem o desenvolvimento de doenças, reduzindo o preço dos frutos. A safra é uma das maiores dos últimos anos e a colheita deve terminar em março.

O excesso de chuva dificultou o preparo do solo e a semeadura do feijão da seca em Itararé, Capão Bonito e Itaberá. O solo encharcado dificulta o tráfego das máquinas na lavoura.

Atraso. A alta umidade dificultou o controle fitossanitário dos bananais do Vale do Ribeira. Os frutos estão em fase de maturação e os produtores estão se preparando para intensificar a colheita em março. Normalmente, o pico da colheita é em janeiro, mas o atraso este ano se deve ao excesso de chuvas. Os bananais atingidos tiveram de ser replantados atrasando o ciclo da cultura.

O solo encharcado dificulta a colheita do amendoim em Tupã, Jaboticabal e Taquaritinga. Além disso, a secagem dos grãos colhidos fica mais demorada e as condições favorecem o ataque de doenças fúngicas.

ANA MARIA H. DE ÁVILA É PESQUISADORA DO CEPAGRI/UNICAMP. PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE TEMPO E CLIMA, ACESSE WWW.AGRITEMPO.GOV.BR

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