Valéria Gonçalvez/Estadão
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ESG

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Agressividade comercial de Ricardo Nunes deu ao empresário uma vida de lucros

Fundador da Ricardo Eletro chegou a faturar R$ 5 bi, mas fim da parceria com a Insinuante resultou em pedido de recuperação extrajudicial de R$ 1,5 bi

Redação, O Estado de S. Paulo

08 de julho de 2020 | 22h57

Ricardo Nunes abriu a primeira loja da Ricardo Eletro em 1989, em Divinópolis, Minas Gerais. Conhecido pela agressividade comercial, sempre teve sua imagem diretamente associada à rede varejista, seja no próprio nome ou na publicidade: ele mesmo era o garoto-propaganda da companhia.

Há dez anos, o empresário conquistou o seu auge, ao criar a Máquina de Vendas, resultante da fusão da sua empresa com a baiana Insinuante. À época, com faturamento de R$ 5 bilhões, a nova empresa, com mil lojas, se transformou na segunda maior empresa de eletroeletrônicos e móveis do País, ficando atrás apenas da gigante formada pela união de Pão de Açúcar, Ponto Frio e Casas Bahia.

Mais tarde, a empresa teve dificuldades para fazer a integração de suas bandeiras – além da Insinuante e Ricardo Eletro, era dona das redes City Lar, Salfer e Eletro Shopping – e foi perdendo espaço para os rivais. 

Em 2017, em função de desgastes entre o mineiro e Luiz Carlos Batista, fundador da Insinuante, a sociedade foi desfeita. Enquanto Ricardo Nunes defendia expansão a qualquer custo, o sócio baiano queria preservar margem de lucro. A empresa já havia reduzido o número de lojas para 650. 

Em 2018, após um aporte da Starboard, especializada em reestruturação em empresas com problemas financeiros, a empresa entrou em recuperação extrajudicial, para renegociação de R$ 1,5 bilhão com fornecedores.

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