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Agricultor pede subsídio para equilibrar custos

A transformação de Mato Grosso no principal celeiro agrícola do País - além de ser o maior produtor de soja e algodão, caminha para liderar na produção de milho - tem preço. Os agricultores querem que o governo subsidie a lavoura, assumindo o custo adicional de produzir alimentos longe dos portos e dos principais centros de consumo. "Não tem como comparar nosso custo com o de outras regiões", diz o presidente da Famato, Rui Prado. "Somos exportadores, mas estamos a 2 mil quilômetros dos portos e não temos logística, boas estradas, ferrovias e hidrovias."Os produtores enfrentam, ainda, as questões ambientais - são acusados de desmatar e muitas vezes impedidos de colher a produção - e de estrutura fundiária. Muitas áreas de produção foram transformadas em reservas indígenas. Prado lembra que, na maioria dos países, o subsídio é aceito e até exigido pela sociedade. "Aqui, somos penalizados por produzir."Como exemplo, ele cita que, de cada dez sacas de soja colhidas, duas são para pagar impostos e outros ônus, como royalties das sementes. "A soja para exportação tem o imposto deduzido, mas o desconto não chega ao produtor." Sai do bolso do agricultor o frete até o Porto de Paranaguá, que subiu de US$ 45 para US$ 70 a tonelada.Ele considera a prorrogação dos débitos vencidos este ano, de cerca de R$ 2 bilhões, para pagamento no fim dos contratos, uma medida necessária, mas imediatista. "Precisamos de medidas estruturantes, que resolvam a longo prazo." Entre elas, cita a fixação de preços mínimos de garantia reais para cada região. "Não adianta ter um preço mínimo de R$ 11 para o milho, se o custo de produção é R$ 16." O seguro agrícola, para reduzir o risco com o clima, é outra reivindicação.O presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Carlos Augustin, acredita que algumas medidas simples, como a criação do bônus-frete, aliviariam a situação. "Enquanto não se tem ferrovia e hidrovia, o governo assume parte do custo do transporte", sugere. Para exportação, a proposta é criar um porto seco na região, a partir do qual o custo do frete seria por conta da União.Para o presidente do Sindicato Rural de Rondonópolis, Ricardo Tomczyk, apenas a prorrogação do vencimento das dívidas não resolve.

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