Agricultores aprendem a fazer artesanato, mas produtos não têm saída

Em Vila Nova Conceição, a 47 quilômetros de estrada de barro da sede de São Desidério, mais de 60 famílias deixaram seus casebres há seis anos para ocupar casas de alvenaria, com água e luz. Ali foram construídas uma escola, uma quadra de esportes e um galpão, para atividades que vão de missa a festa e curso de artesanato. Um posto de saúde, que terá a visita mensal de um médico e a presença diária de uma enfermeira, está para ser inaugurado. Três orelhões atendem à comunidade.

O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2011 | 03h07

As famílias têm três hectares para plantio de lavoura de subsistência e receberam assessoria de técnicos agrícolas. Cassimiro Pereira de Souza, 59 anos, casado e com 12 filhos, reconhece as melhorias, mas está insatisfeito.

Junto com outros 40 moradores, o agricultor fez um curso de artesanato, incentivado pela prefeitura. Aprendeu a fazer brincos, porta-panelas e chaveiros com o coco de babaçu. O município doou máquinas, mas, segundo ele, está difícil manter o negócio. "A prefeitura disse que era para a gente aprender a andar com as próprias pernas e tocar o artesanato como mais uma fonte de renda, mas o nosso produto não tem saída."

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